DEPUTADOS ALERTAM: LAMA DAS ENCHENTES É TÓXICA, EXIGE ANÁLISE RÁPIDA E MINERADORA TEM QUE SER RESPONSABILIZADA.

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VIOMUNDO 

Diário da Resistência

À esquerda, barragem de rejeitos da mina da francesa Vallourec, Nova Lima (MG), que transbordou. À direita, os estragos da lama tóxica pelo caminho.

18/01/2022.

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Uma barragem de rejeitos de minério de ferro da mina da empresa francesa Vallourec, Nova Lima (MG), transbordou com as enchentes na manhã de 8 de janeiro de 2022. A lama caiu na BR 040, invadiu as duas pistas, obstruindo-as

ALERTA: LAMA DAS ENCHENTES É TÓXICA E MINERADORA PRECISA SER RESPONSABILIZADA

Rogério Correia e Beatriz Cerqueira enviam ofícios ao governo estadual e à Agência Nacional de Mineração, pedindo análise urgente da lama na região dos rios Paraopeba e Doce

Ascom de Rogério Correia e Beatriz Cerqueira

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT-MG) protocoloram ofícios à Agência Nacional de Mineração, ao governador Romeu Zema e à Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

Motivo: é preciso urgentemente analisar a lama e a poeira formadas pelas enchentes que caíram sobre Minas Gerais nos últimos dias.

Boa parte delas se concentra nos arredores dos rios Paraopeba e Doce, justamente aqueles que receberam resíduos de mineração após os rompimentos das barragens da Vale em Brumadinho e Mariana, respectivamente.

Nos documentos já enviados, eles lembram que o rio Paraopeba transbordou devido às fortes chuvas no fim do ano passado e no início deste 2022, formando depósitos com grande quantidade de lama, sem que se saiba quanto dessa lama contém sedimentos decorrentes do rompimento da barragem da Vale próxima a Brumadinho.

“O contato da população com a lama das inundações do Paraopeba será intenso, pois houve acúmulo no interior de residências, nos quintais, comércios e áreas públicas”, diz um dos ofícios.

O deputado federal Helder Salomão (PT-ES), relator da Comissão Externa da Repactuação da Tragédia de Mariana, também assina o ofício enviado à Agência Nacional de Mineração.

Para Rogério Correia, é preciso responsabilizar as mineradoras, pois o problema da lama e da poeira tóxicas é evidentemente resultado dos resíduos da mineração após o rompimento das barragens.

“Temos este ano mais uma amostra da gravidade do que ocorreu em Mariana e Brumadinho, com consequências que invadem anos e até décadas”, diz Rogério, que foi relator da CPI de Brumadinho na Câmara em Brasília e da Comissão Especial criada na Assembleia Legislativa em Minas quando do rompimento da barragem em Mariana.

“O governador Romeu Zema, ao invés de atender a população mineira, tem os olhos voltados exclusivamente para as mineradoras”, diz a deputada Beatriz Cerqueira.

Ela lembra que a ampliação da pilha de resíduos na Mina Pau Branco, da Vallourec, ocorreu ano passado com a concordância do governo Zema.

Essa mesma mina sofreu transbordamento este ano, com as enchentes na região, pondo em risco a vida da população.


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