COMO ESTÃO OS SINDICATOS HOJE? SINDICALISTA FALA SOBRE OS DESAFIOS ENFRENTADOS PELAS ENTIDADES

REPRESENTATIVIDADE

Para Tadeu Porto, um dos diretores da FUP, ataques ao movimento sindical são parte da agenda política neoliberal

Jéssica Rodrigues
Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |

 

Os ataques sofridos pelo movimento sindical nos últimos anos fazem parte da agenda neoliberal dos governantes desde o golpe contra a ex-presidenta Dilma, em 2016 – Reprodução

Férias, 13° salário, licença maternidade. Os sindicatos, historicamente, têm sido fundamentais para a conquista de direitos dos trabalhadores, porém, atualmente, eles enfrentam diversos desafios para conseguir dialogar com a classe, como se adaptar as novas tecnologias e combater a disseminação de notícias falsas que, cada dia mais, confundem e desinformam a população.

A consequência é uma crise de representatividade do movimento sindical e dificuldades financeiras que acontecem em meio a um cenário político marcado pela retirada de direitos trabalhistas.

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Nesse contexto, o diretor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Tadeu Porto, acredita ser necessário que os sindicatos reaprendam dialogar com a classe trabalhadora.

“De alguma forma o Bolsonaro entrou em camadas da classe trabalhadora, e boa parte dela votou nele. Nosso desafio é entender como dialogar com os companheiros e companheiras que a gente sabe que são trabalhadores como a gente”, disse, em entrevista à reportagem do programa Central do Brasil, que foi ao ar na última quarta-feira (1).

 

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Para Tadeu, os ataques sofridos pelo movimento sindical nos últimos anos fazem parte da agenda neoliberal dos governantes desde o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) em 2016. Apesar disso, que acredita os sindicatos irão se recuperar da crise e continuar o trabalho de representatividade e luta pela classe trabalhadora.

“A gente acredita que vai conseguir repensar o sindicalismo de maneira responsável, sem deixar para trás as memórias que nem podem ser deixadas de lado, sem apagar as lutas históricas que nos fizeram chegar aqui, não deixar que sejam invisibilizados os nossos companheiros e companheiras, mas conscientes que tem coisa que tem que mudar para atender as demandas da presente conjuntura”, finaliza.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Mariana Pitasse

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