CIRO SUSPENDE CANDIDATURA ATÉ PDT REVERTER APOIO A BOLSONARO NA PEC DOS PRECATÓRIOS

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“Temos um instrumento definitivo, que é a votação em segundo turno. Não podemos compactuar com a farsa e os erros bolsonaristas”, diz Ciro

Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência em 2022. Foto: Reprodução/Youtube

Jornal GGN – O pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes, anunciou na manhã desta quinta (4) que suspendeu a sua campanha com vistas à eleição de 2022 até o PDT reverter o apoio ao governo Bolsonaro na votação da PEC dos Precatórios, também chamada de PEC do calote ou PEC da reeleição.

A PEC abre espaço fiscal para o governo Bolsonaro gastar R$ 95 bilhões a mais em 2022 e R$ 15 bilhões ainda em 2021, furando o Teto de Gastos e dando calote no pagamento de dívidas judiciais pela União. Bolsonaro quer usar parte do dinheiro para lançar o Auxílio Brasil em substituição ao Bolsa Família, o maior programa de transferência de renda criado por Lula em 2003.

O PT se posicionou contra a proposta. Segundo a deputada e presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, Bolsonaro quer usar a PEC como “um cheque em branco”, porque boa parte do dinheiro não tem seu destino sinalizado e poderá ser usado para comprar apoio no Congresso na forma de emendas parlamentares. Assim como o PSDB, o PDT, de última hora, decidiu votar a favor da PEC no primeiro turno. Ciro, que é pré-candidato em oposição a Bolsonaro, ficou contrariado.

“Há momentos em que a vida nos traz surpresas fortemente negativas e nos coloca graves desafios. É o que sinto, neste momento, ao deparar-me com a decisão de parte substantiva da bancada do PDT de apoiar a famigerada PEC dos Precatórios. A mim só me resta um caminho: deixar a minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição”, anunciou Ciro nas redes sociais.

“Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo. Não podemos compactuar com a farsa e os erros bolsonaristas”, apontou Ciro.

“Justiça social e defesa dos mais pobres não podem ser confundidas com corrupção, clientelismo grosseiro, erros administrativos graves, desvios de verbas, calotes, quebra de contratos e com abalos ao arcabouço constitucional.”

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