BREVE LEMBRANÇA DE FREUD AOS NAZIFASCISTAS DESCENDENTES E PROPAGADORES DA PULSÃO DE MORTE

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

A fundante questão filosoficamente ontológica, oriunda já na antiguidade, é: Por que Existe antes o Ser e não o Nada? E a resposta ontologicamente-singela é: Porque o Ser é a Revelação do Existir. Como é possível entender, trata-se de uma questão caosmótica-política. Existir e se tornar Existencial como Essência-Humana. Ser-Livre fundamentado pela Liberdade como práxis e poieses: ação e criação concretizadas pelo engajamento, responsabilidade e solidariedade Existencial. A Mulher e o Homem como autores-livres do Projeto-Histórico da Existência. Estar-No-Mundo-Com. 

Se o Existir anula metafisicamente o Nada, entretanto, a perversão-cultural nomeia, em forma de quimera, o que não tem existência e essência, o Nada como tentativa de negação do Existir. O ódio, a inveja, o ciume, a vingança, a ambição, a hipocrisia, a covardia, o medo, todas as formas de negação do Existir são vícios da nadificação que procura prevalecer sobre o Ser. Assim, não há como se enganar e não saber que todos os vícios são formas pervertidas antagônicas à Vida. 

Os antigos já sabiam, muito antes de Freud, que haviam duas representações de energias antagônicas em luta pela supremacia na Terra. Eros, a Energia-Criativa do Amor, o existir em amizade; e Tânatos, a Energia-Destrutiva como negação da Vida. Mas, foi Freud quem aclarou as distinções  e as funções das duas energias, onde Eros se movimenta como Libido-Narcísica, o amor do Eu por si mesmo para poder existir e continuar se propagando como satisfação de viver, e Libido-Narcísica-Objetal, como amor aos outros, as ideias, os entes do mundo imprescindíveis ao existir em comunidade. O que leva ao entendimento de que onde não existe Libido-Narcísica de Si e Libido-Narcísica-Do Outro, não existe Vida.

É essa a constituição e a condição da obsessão-compulsiva-psicoticamente-paranoica dos nazifascistas propulsores da pulsão de morte. Eles não querem a Vida. Eles são fantasmatizados pela Morte que os domina-pervertidamente. No que Freud chama de instintos de Eros e instinto de destruição, neles predomina o último. Se Eros se movimenta para conservar a Vida como Alegria, Tânatos quer destruí-la como Dor. 

Em sua afirmação, Freud é claro, convincente e verdadeiro. Basta atentar para sua breve lembrança para se compreender a estrutura psicopatológica-tanática dos que são contra a democracia no Brasil com todas suas formas de nuances-pervertidas. E ainda entender o óbvio diagnóstico que nega qualquer possibilidade de mutabilidades neles. 

Lembrança de Freud sem delongas:

“No instinto de destruição,podemos imaginar que sua meta derradeira seria fazer o que é vivo passar ao estado inorgânico. Por isso também o chamamos de instinto de morte. Se admitimos que o que é vivo apareceu depois do que é inanimado e dele se originou, então o instinto de morte se adéqua à fórmula mencionada de que um instinto busca o retorno ao estado anterior. No caso de Eros (ou instinto de amor) não podemos aplicar essa fórmula”.

Desta breve lembrança da psicanálise freudiana não há como não extrair a lógica da pulsão de morte-nazifascista: Onde houver Vida-Ativa-Erótica que prevaleça o Inanimado. O Nada. Eles são por constituição e condição entes-nadificados onde a Vida não deixou qualquer rastro de Eros. Neste quadro historicamente-cruel, não há como confiar neles. Se eles não sentem a Vida não podem pensar a História como produção-coletiva de todos em liberdade.

Eles não são traspassados pelo fluxos mutantes e quantas desterritorializantes que agenciam, continuamente, enunciações coletivas produtoras de novos territórios-existenciais. Pelo contrário, eles negam magicamente a realidade social, e evitam as conexões de todas as formas do real para se isolarem em seus miseráveis territórios de solidão, como nos mostra o psiquiatra-filósofo Félix  Guattari. 

Logo, pulsão de morte é desativar a Vida. Tornar o movente em inanimado. Voltar ao nada.Tudo que Bolsonaro e seus semelhantes praticam. Por tal, tratando-se de Eros, neles não há Amigo, Amizade, Democracia, visto que são filiações de Eros. A Libido-Narcísica criativa do singular e do coletivo.   

 

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