BOLSONARO VAI MANDAR PROJETO À CÂMARA PARA PREVENIR “CENSURA” DAS REDES SOCIAIS EM 2022

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Jornal GGN – Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta segunda (9), durante entrevista para uma rádio da Bahia, que pretende enviar para a Câmara dos Deputados, nesta semana, um projeto para prevenir o que chamou de “censura” das redes sociais contra a direita na eleição de 2022.

Movido pelo que aconteceu nos Estados Unidos no ano passado, quando Donald Trump foi banido e teve conteúdo considerado fake news removido de redes sociais como o Twitter, Bolsonaro disse que estava “amadurecendo” a ideia de pautar este debate no Legislativo.

“A decisão minha é, nesta semana, enviarmos um projeto bastante curtinho para dentro do Parlamento, mais ou menos nos seguintes termos, baseados no dispositivo do artigo 5ª da Constituição, sobre liberdades individuais – e um deles, a liberdade de expressão – para fazer com que qualquer matéria só possa ser retirada das redes sociais por decisão judicial e ponto final.”

“Caso contrário”, disse Bolsonaro, “vai acontecer [no Brasil] exatamente o que aconteceu nos EUA: quem apoiava o Trump era censurado, quem não apoiava, era exaltado” nas redes. Para o extremista de direita, a medida se justifica porque a direita tem opiniões passíveis de “censura”.

“Obviamente os partidos de esquerda vão ser contrários, [porque] eles podem escrever e falar a maior barbaridade do mundo no Facebook e Instagram, onde for, que não tem problemas. Mas você [de direita] falar algo qualquer defendendo seu ponto de vista, defendendo a família, o voto auditável, ou fazendo críticas justas a autoridades do Supremo, por exemplo, você tem sua página bloqueada, retirada do ar, e ainda vai ser incluído no inquérito das fake news”, ironizou o presidente. “Quem sabe sofrer uma busca e apreensão ou, quem sabe, até mesmo, alguma prisão”, completou.

O inquérito das fake news tramita no Supremo Tribunal Federal, para investigar a rede de disseminação de ataques a membros do Judiciário e outras notícias falsas que, muitas vezes, brotam do coração do bolsonarismo: o gabinete do ódio.

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