BOLSONARO IMPEDIU DEMISSÃO DE DIAS, QUE PEDIU PROPINA ANO PASSADO

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Novas informações indicam que a atuação de Dias já era conhecida pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo então ministro Eduardo Pazuello

Ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias – Foto: Anderson Riedel/PR

Jornal GGN – O foco da CPI da Covid nesta quinta (01) será o pedido de propina do governo de Jair Bolsonaro a um lobista da AstraZeneca. Roberto Ferreira Dias, diretor de Logística do Ministério da Saúde, teria feito esse pedido de propina. E, apesar de ter sido exonerado um dia após a acusação ser divulgada na imprensa, nesta terça (29), a atuação de Dias já era conhecida pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo então ministro Eduardo Pazuello.

A informação foi divulgada pela CBN, Folha de S.Paulo e O Globo na manhã de hoje. Segundo os jornais, Pazuello chegou a pedir a demissão de Dias da diretoria da Saúde ainda em outubro do ano passado, após tomar conhecimento de sua atuação, mas Bolsonaro negou demiti-lo.

Pazuello teria enviado o despacho de exoneração à Casa Civil, mas segundo auxiliares do governo na Saúde, o ato foi impedido pelo mandatário, por suposta pressão do então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O senador não respondeu às acusações.

O vendedor, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, está sendo ouvido hoje pela CPI da Covid no Senado. Apresentando-se como representante da Davati para a venda das vacinas da AstraZeneca, Dominguetti afirmou em entrevista à Folha que recebeu um sinal verde de Roberto Dias, do governo federal, para a aquisição das doses, desde que seja incuído uma propina de US$ 1 por dose.

O caso ocasionou a demissão do diretor. Mas, agora, intermediários do governo confirmaram aos jornais que o Ministério da Saúde e o presidente Jair Bolsonaro já detinham conhecimento das irregularidades de Dias, tendo sido enviado um pedido de demissão por Pazuello, o que foi impedido por Bolsonaro.

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