RENAN CALHEIROS PEDE PROTEÇÃO PARA SÓCIO DA PRECISA E LEMBRA ASSASSINATO DE MILICIANO LIGADO AOS BOLSONARO

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Renan disse que Maximiano é uma “testemunha importantíssima” para a CPI e sua vida corre perigo

Jornal GGN – Relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros solicitou na manhã desta quinta (24) proteção integral para o sócio da empresa Precisa, Francisco Emerson Maximiano, que representou a indiana Barath Biotec no contrato com o Ministério da Saúde para compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, ao custo de 1,6 bilhão de reais.

Sem aprovação da Anvisa, a Covaxin foi a vacina mais cara adquirida pelo governo Bolsonaro, em curto espaço de tempo, com pressão “incomum”, participação de miliares, e a única com uma empresa suspeita de corrupção intermediando a negociação e pedindo pagamento adiantado para um imunizante que sequer poderia ser aplicado na população.

Renan disse que Maximiano é uma “testemunha importantíssima” para a CPI e sua vida corre perigo. Ele lembrou do caso do miliciano Adriano da Nóbrega, testemunha-chave para o caso do assassinato de Marielle Franco e dos esquemas de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. Nóbrega foi executado pela polícia baiana. Para Renan, Maximiano deveria ter escolta 24 horas, como o Estado ofereceu ao ex-juiz Sergio Moro. “Nós sabemos os métodos que estamos enfrentando, que essas pessoas enfrentarão”, alertou.

Presidente da CPI, o senador Omar Aziz rejeitou provisoriamente o pedido de Calheiros e disse que solicitará que a defesa de Maximiano seja consultada para verificar se o empresário sente necessidade de obter proteção do Estado.

Na quarta (23), o deputado federal Luis Miranda e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, receberam proteção policial a pedido do senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI.

Os irmãos Miranda colocaram a boca no trombone e revelaram à imprensa provas de que avisaram pessoalmente a Jair Bolsonaro que a compra da Covaxin tinha indícios fortíssimos de corrupção. Bolsonaro prometeu que iria investigar via Polícia Federal, mas o ex-delegado-geral da Polícia Federal afirmou que não se lembra de nenhum pedido de investigação. Além disso, apenas 5 dias após o encontro sigiloso com os Miranda, Bolsonaro anunciou a compra da vacina via Ministério da Saúde.

“É importante que Maximiano fique advertido que ele é uma testemunha muito importante dessa CPI, de uma negociação que já envolveu muita gente, inclusive um atravessador, ele próprio, que teria feito contrato de 500 milhões de reais de uma vacina que é a mais contestadas das vacinas, inclusive rejeitada pela própria Anvisa.”

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