BIDEN ANULA DECRETOS DE TRUMP SOBRE A VENEZUELA E ENSAIA APROXIMAÇÃO COM PAÍS

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Governo dos Estados Unidos autorizou transações com portos e aeroportos venezuelanos mediante certas regras específicas, que estavam totalmente proibidas desde agosto de 2019, mas manteve uma restrição relacionada ao petróleo

O governo dos Estados Unidos autorizou nesta terça-feira (2) a realização de transações através de portos e aeroportos da Venezuela, a partir de uma nova regulamentação a respeito do comércio com o país sul-americano.

A medida do Departamento do Tesouro cria a “licença 30A”, que autoriza as operações portuárias e aeroportuárias com a Venezuela, que estavam proibidas desde agosto de 2019, por decreto do governo de Donald Trump.

Essa nova licença, no entanto, não serve para atividades relacionadas à exportação de diluentes, produto essencial para a Venezuela processar seu petróleo pesado. Também foram mantidas as restrições a qualquer transação com pessoas ou entidades sujeitas a sanções pelo governo dos Estados Unidos.

De qualquer forma, se trata da primeira medida do presidente Joe Biden para com a Venezuela, e parece sinalizar com algo positivo, se não com uma aproximação, ao menos com uma tentativa de estabelecer uma relação com o governo de Nicolás Maduro em parâmetros menos hostis que o promovido por seu antecessor.

Outro indício que pode dar a entender essa intenção da Casa Branca é o fato de que, em seus primeiros 13 dias de governo, Biden não fez sequer o mais mínimo gesto de reconhecimento a Juan Guaidó, figura central da estratégia de Trump para derrubar Maduro do poder, reconhecendo um governo paralelo, apesar de este nunca ter mostrado força política dentro do país. Porém, ainda é cedo para dizer que Guaidó não será útil ao atual governo estadunidense em um segundo ou terceiro momento.

Vale lembrar que o governo de Nicolás Maduro também decidiu romper relação com Washington, desde 2019. Contudo, o presidente venezuelano já declarou em algumas entrevistas estar disposto a dialogar com Biden, se houver reciprocidade do estadunidense nesse sentido. A última vez que disse isso foi na entrevista exclusiva ao Opera Mundi, com jornalista Breno Altman.

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