EVO MORALES COMPARA INVASÃO NO CONGRESSO DOS EUA COM GOLPE NA BOLÍVIA: “VIOLÊNCIA, RACISTA E FASCISTA”

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Almoço em homenagem a Evo Morales no Palácio Itamaraty

Brasília - O presidente da Bolívia, Evo Morales, discursa durante almoço no Palácio Itamaraty (José Cruz/Agência Brasil)

O ex-presidente boliviano afirmou que Donald Trump tentou dar um auto-golpe nos Estados Unidos

Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, usou as redes sociais na noite desta quarta-feira (6) para comparar a invasão do Congresso dos Estados Unidos por apoiadores do presidente não-reeleito Donald Trump com o golpe de Estado que foi dado na Bolívia em 2019.

“O governo Trump põe em prática um autogolpe para continuar no poder. Assim como fizeram na Bolívia, promove a violência racista e fascista e não se interessa pela democracia. Nossa solidariedade com o povo estadunidense”, escreveu Morales no Twitter.

O ex-presidente foi sacado do governo da Bolívia após um golpe dado por setores das elites do país junto às forças policiais com apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA) e das Forças Armadas. O ex-líder sindical teve que se exilar no México e na Argentina após o episódio e só pôde voltar ao país após a vitória eleitoral de Luis Arce, do Movimento Ao Socialismo (MAS) – mesmo partido de Morales.

Um grupo de apoiadores de Trump invadiu o Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira com o objetivo de impedir a certificação da vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais. A ação foi considerada uma tentativa de golpe e gerou rechaço até mesmo entre republicanos, como o vice-presidente Mike Pence e o governador Phil Scott. Além disso, no grupo foi possível encontrar símbolos racistas, como a bandeira dos Confederados.

O presidente, por sua vez, segue defendendo o ato e chegou a ter sua conta no Twitter suspensa por “repetidas e graves violações à política de integridade cívica”.

Apesar da mobilização golpista, a sessão do Congresso foi retomada na noite desta quarta-feira para chancelar a vitória de Biden, que afirmou que a movimentação de hoje foi “um ataque inédito” à democracia estadunidense.

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