BRASIL QUASE DOBRA MÉDIA DE MORTES POR COVID EM UMA SEMANA; VEJA SITUAÇÃO NAS REGIÕES

A woman passes by a graffiti depicting Brazilian President Jair Bolsonaro and a figure representing the novel coronavirus COVID-19 pulling a rope against health workers with the question "Which side of the rope are you on?" in Sao Paulo, Brazil, on June 12, 2020. - The pandemic has killed at least 421,691 people worldwide since it surfaced in China late last year, according to an AFP tally at 1100 GMT on Friday, based on official sources. Latin America has become the epicentre of the pandemic with more than 73,600 deaths, over half of which have been in Brazil. (Photo by Nelson ALMEIDA / AFP)

País atingiu menor marca desde abril no último dia 11 , mas, em sete dias, os casos fatais voltaram a crescer sem trégua

Nara Lacerda
Brasil de Fato | São Paulo (SP)

 

A média móvel de mortes por causa da covid-19 no Brasil chegou a 584 nesta quarta-feira (18), uma semana depois de ter atingido o menor patamar registrado desde abril. Os dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) indicam que o número voltou a crescer sem trégua desde o dia 11 de novembro. Na ocasião a desaceleração fez a média chegar a 323, resultado menos expressivo dos últimos 6 meses. 

As informações do Conass também indicam alta no número de contágios. Em 6 de novembro o resultado estava um pouco acima dos 16,3 mil. Pouco mais de vinte dias depois, a média móvel de contaminados pela covid alcançou 28.313. 

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Nesta quarta-feira (18), o conselho confirmou 34.091 novas infecções pelo coronavírus. O total de pessoas que pegaram a doença em território nacional chegou a 5.945.849. O novo coronavírus já causou a morte de 167.455 pacientes no Brasil. Em 24 horas, foram 756 óbitos.

Estados e municípios em alerta

As sucessivas altas nos dados da covid-19 no país são traduzidos no cenário observado em diversas cidades e unidades da federação. Na capital do Rio de Janeiro, por exemplo, a ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) chegou a 97% nesta semana. A Secretaria de Saúde enviou um comunicado às unidades de atenção primária com um alerta.

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No texto, o órgão chama atenção para o “expressivo aumento no número de atendimentos de síndrome gripal, casos confirmados e internações por covid-19 nas últimas semanas”. Há também a recomendação de reativação de alas para casos dessa natureza e possível adiamento de atendimentos de pacientes com doenças crônicas. 

Em Santa Catarina foi registrado o maior número de confirmações diárias da doença na terça-feira (17). Foram mais de 5,1 mil novos pacientes. O total de casos ativos da covid-19 na região também é o mais expressivo já registrado. Os infectados somaram 19.164. No Mato Grosso do Sul, o governo já admite que os números podem alcançar patamares superiores aos de julho e agosto.

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A gestão estadual do Amazonas abriu mais de 40 leitos de UTI nas últimas semanas e estuda a possibilidade de instalação de hospitais de campanha. No Rio Grande do Norte, a ocupação de leitos hospitalares aumentou mais de 12% na rede privada, em um período de sete dias. Mais de metade dos internado apresentam sintomas graves.

Em Belo Horizonte, a taxa de transmissibilidade (Rt) do coronavírus apresenta crescimento diário desde a sexta-feira (9). Nesta terça-feira (17), o índice alcançou 1,13, resultado mais expressivo desde julho. Isso significa que a propagação do coronavírus na capital mineira está fora de controle. Cada 100 infectados têm potencial de contaminar outras 113 pessoas, relação que segue crescendo a cada novo grupo de contaminados.

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Situação semelhante ocorre na Paraíba, que tem Rt ainda superior. No estado a taxa chegou a 1,25, bem acima do índice nacional de 1,17. Em Pernambuco, a média móvel de casos cresceu mais de 80% em duas semanas. 

No Espírito Santo, o governo estadual divulgou diversos alertas sobre o avanço mais acelerado de casos, internações e óbitos. O secretário de Saúde, Nésio Fernandes, usou as redes sociais para informar que o surto em novembro terá proporções maiores do que as registradas no primeiro pico da doença. Segundo ele, o crescimento foi notado a partir da segunda metade de outubro, primeiro nas enfermarias e agora nas UTIs.

Saiba o que é o novo coronavírus

É uma vasta família de vírus que provocam enfermidades em humanos e também em animais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que tais vírus podem ocasionar, em humanos, infecções respiratórias como resfriados, entre eles a chamada “síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS)”.

Também pode provocar afetações mais graves, como é o caso da Síndrome Respiratória Aguda Severa (SRAS). A covid-19, descoberta pela ciência mais recentemente, entre o final de 2019 e o início de 2020, é provocada pelo que se convencionou chamar de “novo coronavírus”. 

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

Edição: Rodrigo Chagas

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