PROFESSORES DO AMAZONAS ENTRAM EM GREVE CONTRA DETERMINAÇÃO DO GOVERNO PARA VOLTA ÀS AULAS

PRODUÇÃO AFINSOPHIA. ORG

 

A psicanálise mostra que a pulsão de morte é a negação da vida. Tanto como forma de expressão instintiva como forma de sociabilização deste instinto. Há, para psicanálise, uma luta contínua do homem contra este instinto para fazer vigorar a cultura, como também uma tendência para paralisá-la.

A pulsão de morte encontra-se sempre expressada no meio social através de vários atos e formas. Há pessoas que parecem não propagar esta pulsão falando continuamente em vida. Entretanto, dada a compulsão dessa fala, percebe-se que trata-se de simulação. Ocultação do culto da morte.

Por outro lado, há pessoas que não só falam de vida, mas que também proporcionam modos de criação que refletem o compromisso com a vida. Estas pessoas não cultuam a morte. Muito pelo contrário: lutam para que a vida se mostre como potência-poiética. O viver como compromisso e exaltação do nascer original. Cumprir a cartografia ontológica do Ser-Mundo.

A pulsão de morte não se revela apenas quando uma pessoa coloca em jogo sua própria existência. Ela se revela também quando uma pessoa coloca em perigo as existências de outras pessoas. Neste caso, trata-se de deslocamento projetivo: o cultuador da pulsão de morte transfere para outros seu desejo-tanático que tanto lhe incomoda e ele quer seu final. Mesmo que seja simbólico. As guerras, os assassinatos em massa ou individuais, são exemplos do domínio da pulsão de morte de seus promotores.

O capitalismo é a forma sistemática mais clara de culto à morte. Há no capitalismo a predominância do instinto predador. Todo capitalista luta para manter sua fortuna lucrativa. Manter o que já tem e aumentar seu lucro como similar deste já contido. A repetição do lucro. Como a vida é movimento do novo, o capitalismo é a exaltação reacionária da morte. Logo, o capitalismo é uma unidade-molar da pulsão de morte. Como o capitalismo procura tirar lucro de todas as formas de expressões e conteúdos de seu corpo-sistêmico, ele não cultua o bem coletivo. A moral-social. Logo, para entender as tendências internas e externas do capitalismo é preciso entender sua semiótica como codificadora dos comportamentos individuais, de grupos e de coletivos. Sem entender essa semiótica não se entende o significado de doença somática e mental.  

A pandemia da Covid 19, tem mostrado a diferença de atuação dos governos e das sociedades. Por isso, percebe-se grande diferença entre governos e sociedades em relação a doença e suas implicações políticas, sociais, econômicas, psicológicas, sociológicas, intelectivas, estéticas e éticas. Um breve exemplo: o governo cubano e o governo brasileiro. O primeiro, totalmente compromissado, o segundo, claramente alheio, chegando a ser desaprovado nacional e internacionalmente. Para se ter a comprovação dessa situação basta observar a quantidade de casos e a quantidade de mortes que lhe coloca como um dos primeiro no ranking mundial.

É neste quadro da pulsão de morte que tem que ser entendido o descaso com a saúde da população. As determinações governamentais para abertura de setores das cidades para funcionarem, implicam esta questão em forma social. E a volta às aulas coloca em evidência maior essa pulsão, visto que situa em perigo as existências das crianças, adolescentes e seus familiares, como, também, os vizinhos. Ou seja, toda a comunidade. É Tânatos sobre Eros. A Morte sobre a Vida.

E é exatamente, movidos pela compreensão do que seja o perigo do culto da pulsão de morte-social, que os professores e trabalhadores em educação-escolar, do estado do Amazonas, estão promovendo o estado de greve. O estado de defesa da vida contra a morte. Uma forma vital de se opor à morbidez-social cultuada por agentes públicos. Tendo o governado Wilson Lima como defensor da volta dos professores e alunos às salas de aula no momento em que Manaus experimenta a segunda onda da Covid 19.

Ciente de sua responsabilidade e compromisso educacional-político-social, a ASPROMSINDICAL convoca todos os profissionais ligados à causa da educação, assim, como os alunos e seus familiares, a se engajarem na luta pela vida. As aulas são fatos contingentes, criados pelos homens e mulheres: podem se expressarem em outros momentos. A vida é necessária e essencial: só vivencia seu tempo-original e ninguém pode reproduzi-lo.   

 Agora, leiam o calendário das atuações dos professores e trabalhadores em educação que será cumprido nesta semana.

Agenda de Atividades
28/09 – SEGUNDA
Manhã – Visitas às escolas – Marco Antônio Vilaça – 8:h
Tarde – Panfletagem no terminal 3 – Encontro no terminal as 16:h
– Noite – Live: O que a péssima experiência de Manaus tem a nos ensinar?
Hora: 19:30: h, horário Manaus

29/09 – TERÇA
Visitas às escolas : Ondina de Paula – Japiimlândia – manhã – 8:h,
e conforme o tempo, E.E. Márcio Nery

30/09 – QUARTA
Manhã – Visitas às escolas – Ana Meire – 6:30:h, conforme tempo, EE Roberto Santos
Noite – Vigília na sede do governo. (falta horário para iniciar a Vigília)

01/10 – QUINTA
Ato público e Assembleia Geral de Instalação da Greve do Ensino Fundamental Sede do governo.

02/10 -SEXTA
Live:

03/10: Reunião do Comando Unificado de Greve.

Obs.

– 09/10/2020, data indicativa para reunião de Avaliação do Comando De Greve.

– Previsão de ato público em frente de alguma escola para adesão à Greve geral.

 

 

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