CONTRA “DESCALABROS” DE BOLSONARO, INTELECTUAIS APOIAM “CARTA AO POVO DE DEUS”

UNIDADE

Projeto Brasil Nação, movimento de intelectuais e artistas, manifestou apoio críticas feitas por 152 bispos brasileiros

Redação
Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
No texto, intelectuais criticam “descalabros” do governo federal e denunciam que Bolsonaro age de forma deliberada para “para destruir o Brasil” – Marcos Corrêa/PR

As duras críticas a Jair Bolsonaro (sem partido) feitas por 152 bispos, arcebispos e bispos eméritos brasileiros na Carta ao Povo de Deus seguem recebendo manifestações de apoio. Nesta sexta-feira (31), intelectuais e artistas do Projeto Brasil Nação endossaram publicamente o posicionamento dos religiosos, criticando “descalabros” do governo federal e denunciando que Bolsonaro age de forma deliberada para “para destruir o Brasil e subordiná-lo aos interesses estrangeiros”.

Leia também: Em “Carta ao Povo de Deus”, 152 bispos criticam “incapacidade” de Jair Bolsonaro

O Projeto Brasil Nação é um movimento suprapartidário que reúne intelectuais, artistas, cidadãos de diferentes visões políticas, como Margarida Genevois, Fábio Konder Comparato, Luciano Coutinho, Maria Victoria Benevides e os ex-ministros Luiz Carlos Bresser-Pereira e Celso Amorim (veja a lista completa ao final desta matéria).

Na Carta ao Povo de Deus, divulgada na segunda-feira (27), e endossada posteriormente por mais de mil padres, os religiosos criticaram a incapacidade de enfrentar as crises no Brasil. O texto também rechaça a postura do presidente ao difundir “discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela covid-19”.

Leia na íntegra a manifestação de apoio do Projeto Brasil Nação:

O Projeto Brasil Nação apoia e se solidariza com a “Carta ao Povo de Deus”, assinada por mais de 150 de bispos brasileiros. O texto aponta os descalabros produzidos pelo governo Bolsonaro, que impõe ao país milhares de mortes na pandemia, ataques à democracia, desagregação social, desastre ambiental, uma “economia que mata”.

De forma deliberada, Bolsonaro age para destruir o Brasil e subordiná-lo aos interesses estrangeiros, colocando a Nação como vassala dos Estados Unidos. Roendo as instituições, desprezando a população e aniquilando pequenas empresas, o governo se transforma em inimigo da vida, da saúde, da democracia, da soberania, da diplomacia, de direitos, da ética, da educação, da cultura, do desenvolvimento com justiça, igualdade e paz.

Como reforça o documento dos bispos, “o momento é de unidade no respeito à pluralidade!”. Seus signatários propõem “um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade”.

O Projeto Brasil Nação, movimento suprapartidário que reúne intelectuais, artistas, cidadãos de diferentes visões políticas, apoia essa ideia e se soma a esse chamamento. É preciso, como afirmam os religiosos, despertar “do sono que nos imobiliza e nos faz meros espectadores da realidade de milhares de mortes e da violência que nos assolam”.

São Paulo, 31 de agosto de 2020

Projeto Brasil Nação

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Celso Amorim

Margarida Genevois

Fábio Konder Comparato

Luciano Coutinho

Maria Victoria Benevides

Luiz Gonzaga Belluzzo

Paulo Sérgio Pinheiro

Eleonora de Lucena

Paulo Nogueira Batista Júnior

Maria Auxiliadora Arantes

Rodolfo Lucena

Luiz Felipe de Alencastro

Maria Aparecida Aquino

Fernando Morais

João Pedro Stedile

Silvio Almeida

Leda Paulani

José Luiz Del Roio

Antonio Elpídio da Silva

Rosane Borges

Edson Carneiro Índio

Tata Amaral

Edson França

Mario Vitor Santos

Gilberto Maringoni

Eduardo Fagnani

Benedito Tadeu Cesar

Ismail Xavier

Henri Arraes Gervaiseau

William Nozaki

Paulo Kliass

Cassia Damiani

Ângela Cristina dos Santos Ferreira

Altamiro Borges

Rodrigo Medeiros

Edição: Rodrigo Chagas

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