COM MEDO, LAVA JATO EM CURITIBA JÁ VÊ “OUTRO INTERCEPT” NO AVANÇO DA PGR

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Um dos procuradores falou em off que espera que a imagem da operação fique comprometida com as três frentes de ação da PGR

Jornal GGN – Ficou impresso no Valor desta quarta-feira (15) o receio da Lava Jato em Curitiba com o que poderá acontecer, sobretudo com a reputação da força-tarefa e de Sergio Moro, a partir da atuação da Procuradoria-Geral da República sob Augusto Aras, que garantiu na Justiça o acesso aos dados usados nas investigações.

Para a equipe da Lava Jato em Curitiba, Aras abriu três frentes com potencial de minar a imagem de Moro e dos procuradores. Por isso, eles já acusam “interesse político” na investigação da PGR.

Segundo o Valor, “(…) a força-tarefa teme que Aras possa usar os dados que serão repassados – mais de 100 terabytes de informações – contra os procuradores, para questionar as investigações realizadas e colocar em xeque o legado da Lava-Jato.”

A delação de Rodrigo Tacla Duran – que acusou o amigo de Moro, Carlos Zucolotto, de cobrar propina para ajudar na Lava Jato – “pode ter como objetivo a realização de uma ‘busca e apreensão desmoralizante’ contra Moro, para manchar a sua imagem de símbolo ao combate à corrupção”, disse um dos procuradores ao Valor, em caráter reservado.

“Por fim, a força-tarefa também vê com ressalvas a ideia de Aras de criar uma Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Unac), para substituir a Lava-Jato.”

 

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