NAS REDES SOCIAIS, HOMENS CONVOCAM ATÉ CRIANÇAS PARA IR A BRASÍLIA ENFRENTAR “GÂNGSTERS DO STF”, ALIADOS AO NARCOTRÁFICO

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VIOMUNDO 

Diário da Resistência.

Mourão e o Centrão já foram atacados, depois jornalistas e enfermeiras, agora Moro, Maia e o STF. Os bolsonaristas estão em polvorosa. Reprodução

POLÍTICA
07/05/2020.

Da Redação Viomundo.

Em condições normais, o vídeo acima, que vem sendo disseminado nas últimas horas nas redes sociais, não deveria ser levado a sério.

Porém, não vivemos em condições normais.

Acuado, o bolsonarismo está cada vez mais agressivo.

Enfermeiras e jornalistas foram ofendidos e agredidos recentemente em Brasília por apoiadores de Jair Bolsonaro.

O presidente ataca a imprensa sem nenhuma veleidade: “cala a boca”, gritou mais de uma vez.

As contradições internas — o presidente prometia não barganhar cargos e agora se entrega ao Centrão — estimulam a busca de inimigos externos.

Joice, Frota, Doria, Maia, Moro… a lista de “comunistas” não para de crescer.

O mal estar entre o Supremo Tribunal Federal e o governo é óbvio e agora expresso até mesmo por ministros militares.

Ao convocar testemunhas para depor no processo que investiga possível desvio de conduta de Bolsonaro na mudança do diretor-geral e do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, o ministro Celso de Mello escreveu que “se as testemunhas que dispõem da prerrogativa fundada no art. 221 do CPP, deixarem de comparecer, sem justa causa, na data por elas previamente ajustada com a autoridade policial federal, perderão tal prerrogativa e, redesignada nova data para seu comparecimento em até 05 (cinco) dias úteis, estarão sujeitas, como qualquer cidadão, não importando o grau hierárquico que ostentem no âmbito da República, à condução coercitiva ou debaixo de vara”.

Às regras estariam sujeitos os ministros Augusto Heleno, Braga Neto e Luiz Eduardo Ramos, dois deles generais de Exército da ativa.

Os militares brasileiros, privadamente, se consideram acima das leis aplicáveis a civis.

O enfrentamento é inevitável, já que o ministro Alexandre de Moraes conduz inquérito que já concluiu que o filho de Jair Bolsonaro, Carlos, é o articulador dos assassinatos de reputação de adversários do governo nas redes sociais.

A ativista Sara Winter, alegando que atendeu a um pedido do guru da família Bolsonaro, Olavo de Carvalho, está tentando arrecadar dinheiro para manter em Brasília o seu “acampamento dos 300”.

O objetivo é sustentar a mobilização até a derrubada do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Em uma convocação para o acampamento, a promessa é de treinamento com “especialistas em técnicas de revolução não violenta, inteligência e estratégia, guerra semântica e subversão política”.

Por mais inócuas e fantasiosas que sejam as ameaças, está se criando um caldo de cultura que pode resultar em ações violentas.

Jair Bolsonaro, ao se referir às agressões contra o fotógrafo Dida Sampaio, do Estadão, disse que não tinha como se responsabilizar pelos atos de seus apoiadores.

É uma saída conveniente.

Mal foi agredido, Dida passou a ser alvo de fake news.

Uma delas, disseminada por Allan dos Santos, o blogueiro, sugere que Dida gosta de se vitimizar — teria registrado duas outras agressões, em 2015 e 2016, o que é falso.

Fake news, que expõe todos os métodos do bolsonarismo.

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