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“E, a propósito, a literatura tem um renascer inevitável nestes períodos de medo coletivo: quando não entende o que acontece, uma sociedade vai aos livros para ver se eles o explicam. O pior romance de Albert Camus, A peste, tem um súbito renascimento e tanto na França como na Espanha são feitas reedições, e esse livro medíocre se transformou em um best-seller.

Ninguém parece notar que nada disso poderia estar ocorrendo no mundo se a China Popular fosse um país livre e democrático, e não a ditadura que é.”

Mario Vargas LLosa, in El País.

Por falar em peste, o nazifascista acima é uma dessas pestes que perambulam pelo planeta terra a disseminar a pior das pestes. O ódio, a vingança, o individualismo, a ganância e a inveja, a obinubilação.

E o nazifascista  expressa sua ideia xenófaba num dia que este site publicou um artigo do professor Henrique Rodrigues  falando do romance do escritor franco-argelino Albert Camus, A Peste e sobre A Cegueira, obra  de José Saramago.

Nas duas manifestações LLosa expressa sua bílis ultra direitista. Comete um desserviço num momento que é preciso conhecer caminhos para combater a peste e o romance mostra isso. Assim, como hoje, naquela época, na cidade de Oran médicos retardaram perceber a manifestação da peste. Começou com um rato morto aqui, outro ali. Depois eram milhares de ratos mortos e pessoas também.

O ódio contra a China. A ultra direita morre de inveja da China. Especialmente da República Popular da China. A Comunista. Não compreendem como o Comunismo convive com o Capitalismo. E o pior, não admitem o desenvolvimento do país.

A peste impede a visão. Os pestilentos tateiam, e como são insensíveis, a dor lhes dá prazer.

Aqui a peste é disseminada pelo ódio e pela raiva. E ela tem data da proliferação.

A peste chegou mais fortemente desde 2016. A partir do golpe de Estado contra a presidente Dilma Vanna Rousselff. O vírus já estava no senador mineiro, Aécio Neves que não reconheceu o resultado do pleito; estava em todos os senadores, na Marta Suplicy. Escapavam os democratas do PT, do PCdoB e outros, não mitos; foi se propagando para um congresso conservador e reacionário, criaram um suposto crime para denunciar a presidente, alcunhado de pedaladas fiscais.

Arrumaram três redatores para fazer o documento, Janaína, a louca, Reale e Bicudo e com a bicuda do Temer deram o golpe de Estado.

E a peste se disseminou. A sessão de votação do impeachment foi o evento mais degradante que já se manifestou no parlamento brasileiro. Cassaram Dilma e abriram a porteira da peste para prender Lula e eleger a peste que hoje está matando brasileiros numa pandemia que dependendo da contaminação só vai melhorar no mês de setembro.

A peste acuada reuniu ontem os ministros para uma coletiva ou era uma reunião ministerial. Todos parecendo médicos mascarados. Manipulando, ajeitando. São nesses momentos que se vê a manifestação do desgoverno. 

Moro, o parcial, falando do fechamento da fronteira com a Venezuela e outras vias de acesso rodoviário ao Brasil. Um outro ministro disse que não adiantava fechar fronteiras sem uma análise correta da logística,  não era pra sair fechando de qualquer jeito porque tinha o abastecimento de alimentos, insumos hospitalares. Aqui se vê que o técnico do time não tem o controlo da esquadra.

Continuando a peste vai para outra reunião ou entrevista coletiva com os presidentes do STF, do Senado e da Câmara. Queria mentir pra eles. A reunião não houve por causa da peste. Um estava contaminado e o outro tratando do Estado de emergência, sítio ou cosita mas.

A única coisa positiva foi ver e ouvir o trompetista Fabiano Leitão, da campanha Lula Livre tocando Bella Ciao e o tema Lula Lá transmitido ao vivo pela Jornal da Globo que fez o simulacro de Jornalista Bonner pedir desculpas para os telespectadores Globotários.

Para ontem estava previsto grandes manifestações de rua contra a peste. Haveria greve na categoria da Educação nos três níveis, mas devido a pandemia do coronavírus foi cancelada e foi dada a sugestão das janelas se manifestar. Com panelaços, múscia, vovuzelas, apitos. E foi isso, que, ontem à noite aconteceu. 

De norte a sul as panelas soaram. Havia nos grandes kenions que separam os prédios, as ruas, vielas, casas, condomínios um sóm só do alumínio, de latas, apitos: Fora Bolsonaro. Fora Peste.

Eleitores da peste arrependidos? Sim, muitos, mas havia também não eleitores da peste como o encenador do Teatro Oficina José Celso Martinez e milhares de trabalhadores exercendo uma prática política que manifesta desaprovação direcionada para governantes e para pestes. As janelas falaram politicamente. E a queda da peste,  depois dessa pesquisa que saiu hoje tem que ser levada em conta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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