PARA FERNANDO HADDAD, MEC “ESTÁ EM FRANGALHOS”

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Para ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub não se dá conta da responsabilidade que tem

Fernando Haddad como Ministro da Educação em 2006. Foto: Reprodução/Elza Fiúza/ABr – Agência Brasil

Jornal GGN – Educação é política de Estado, e não de governo. E o ministério da Educação está em frangalhos. A afirmação é de Fernando Haddad, ex-ministro da Educação nos governos Lula e Dilma e ex-prefeito da cidade de São Paulo.

Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, Haddad explica que sempre teve divergências com seu antecessor, o ministro Paulo Renato, do PSDB, que ocupou o posto de ministro da Educação pelos oito anos do governo FHC. “Nossas divergências se tornaram conhecidas no debate público ao expressarmos, sempre respeitosamente, as nossas opiniões. Sobretudo quanto à educação superior e à educação profissional, as diferenças de ponto de vista eram bastante visíveis”, pontua.

Contudo, o ex-prefeito reconhece as contribuições de Paulo Renato para o desenvolvimento da educação, como o antigo Fundef e ao Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). Diante disso, o ex-ministro da Educação ressalta algo que tanto ele como Paulo Renato comungavam: educação é política de Estado, não de governo. E o que está acontecendo no MEC “é algo que deveria inquietar a todos”.

“O atual ministro (Abraham Weintraub) não parece se dar conta da responsabilidade que tem sobre os ombros. Um homem sem visão, sem projeto, sem interlocutores, sem referências. Um nada”.

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