ALBA TV CONFIRMA SEIS MORTOS EM BRUTAL REPRESSÃO A CAMPONESES NA BOLÍVIA; VEJA IMAGENS QUE A TV NÃO MOSTRA
Da Redação Viomundo.
O perfil da Alba TV no twitter confirmou que seis pessoas foram mortas pela repressão da autointitulada presidente da Bolívia, Jeanine Añez Chaves.
Jeanine ascendeu ao poder num golpe organizado pelos oposicionistas Luis Fernando “Macho” Camacho e Carlos Mesa, com apoio do Brasil e dos Estados Unidos.
O massacre desta sexta-feira aconteceu em Chapare, perto de Cochabamba, em uma marcha de cocaleiros duramente reprimida.
O presidente no exílio Evo Morales reagiu com uma série de mensagens no tweeter.
Numa delas, escreveu:
“O imperialismo espanhol pensou que ao esquartejar Tupac Katari faz 238 anos cortaria a força dos povos para romper as correntes do colonialismo. Hoje, mais do que nunca, a luta segue. Diante da repressão do golpismo racista, repetimos a sentença: Voltarei e serei milhões“.
Hoje, a autointitulada Jeanine reconheceu o autointitulado Juan Guaidó como presidente da Venezuela e disse que se Evo Morales voltar à Bolívia será preso e processado.
Ao assumir o cargo, Jeanine apagou o perfil do Facebook e criou outro, livrando-se de mensagens que poderiam ser constrangedoras.
Algumas diziam respeito à temporada de fogo na Amazônia.
Depois de denunciar a destruição, ela escreveu: “Os ambientalistas dizem que não é um desastre. É uma catástrofe. Não prejudica apenas os bolivianos. Mas a todo o mundo. O mundo se pronuncia por esses desastres. As pessoas estão desesperadas. O que o governo faz é irresponsável”.

O governo irresponsável a que ela se referia era o de Evo Morales.
É possível que Jeanine tenha dado fim no perfil para não constranger Jair Bolsonaro, que denunciou ONGs e militantes ambientais por criar um clima de “histeria” em torno das queimadas.
A repressão na Bolívia tem caráter generalizado.
A repórter Teresa Bo, da emissora árabe Al Jazeera, foi filmada “chorando” por ter recebido um jato de gás lacrimogêno de um policial quando apenas falava diante da câmera.
Apesar da repressão brutal, milhares de pessoas estão se manifestando em todo o país contra o golpe.
A autointitulada presidente assumiu o poder atropelando a Constituição boliviana.
Foi rapidamente reconhecida como legítima por Jair Bolsonaro e Donald Trump.
Ela pretende convocar novas eleições, mas ainda não anunciou qual será a manobra para evitar que o Movimento ao Socialismo (MAS) de Evo Morales concorra.
O partido de Evo tem maioria de 2/3 nas duas casas do Congresso.
Diante da óbvia fragilidade do governo, os Estados Unidos aparentemente deram gás numa campanha de sustentação ao golpe racista.
No tweeter, mensagens idênticas passaram a ser replicadas dizendo que “não foi golpe”.
De acordo com a jornalista Madelein Garcia, da Telesur, a CNN informou que a DEA, a polícia antinarcóticos dos Estados Unidos, já está de volta à Bolívia, depois de ter sido formalmente expulsa por Evo Morales.

A reação dos indígenas aymara e quéchua, que são cerca de 55% do Estado Plurinacional, foi turbinada pelo comportamento racista dos golpistas.
Eles querem retirar direitos dos indígenas e falam em uma “restauração” cristã, ou seja, não aceitam o protagonismo que Evo Morales deu aos povos originários ao longo de seus 13 anos de poder.
Houve várias situações em que apoiadores do golpe pisaram ou queimaram a whipala, a bandeira que representa os povos andinos.
O golpe teve início em Santa Cruz de La Sierra, a maior cidade da Bolívia, que fica na planície e tem forte influência do agronegócio brasileiro.
É a capital BBB do país: Bala, Boi e Bíblia.





