GLENN DESMORALIZA MORO COM OS QUE O COLOCARAM NA LISTA DAS REVISTAS FORTUNE E TIME

Carolina Antunes/PR

OPINIÃO DO BLOG VIOMUNDO POLÍTICA


20/10/2019.


Moro, mentindo

Assista a este vídeo de 1 minuto para nunca esquecer que Moro é um mentiroso patológico: antes de Vaza Jato, ele veementemente negou fazer o que todos nós sabemos agora que ele fez repetidamente: mandar na estratégia do MPF e da PF. Apenas observe-o mentir para o público. Glenn Greenwald, no twitter, reproduzindo o vídeo acima (com legendas, para os que fizeram homenagens a Moro fora do Brasil ficarem sabendo).

Da Redação

No dia 17 de abril de 2016 a Câmara dos Deputados autorizou a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, sob a batuta do deputado Eduardo Cunha.

No dia 26 daquele mês, o juiz federal Sergio Moro foi homenageado em Nova York como integrante da lista das 100 personalidades mais influentes do mundo, segundo a revista Time.

Henry Luce, o fundador do conglomerado, era colaborador da Central de Inteligência Americana, a CIA.

Controlou publicações como a Time e a Life, que fizeram a cabeça dos norte-americanos durante a guerra fria.

Deu o dinheiro para Roberto Marinho fundar a TV Globo no Brasil, num empréstimo que o empresário supostamente devolveu sob pressão do Congresso, antes do golpe de 1964.

Marinho apoiou o golpe e foi o principal beneficiário da ditadura militar. Depois da quartelada, conspirou contra eleições presidenciais.

Não é por acaso: os mesmos sobrenomes aparecem com destaque em momentos-chave da História do Brasil, como o dos Marinho.

Moro não é um deles, sempre foi apenas um serviçal de ocasião.

Na entrevista a um entusiasmado correspondente da TV Globo em Nova York, antes da homenagem da Time, o juiz afirmou que “essa perspectiva acho muito positivo”, errando grosseiramente a concordância.

Era o “conje” ainda em fase embrionária, badalado pelo jornalismo acrítico e medíocre —  que sempre foi a marca registrada da meia dúzia de homens brancos e ricos que controlam a mídia brasileira.

“Ele é o protagonista da versão brasileira e real de Os Intocáveis”, escreveu sobre Moro a revista Fortune, ao colocá-lo na 13a. posição dentre os 50 líderes mais importantes de 2016, numa lista divulgada semanas antes, em 24 de março de 2016.

Em setembro, foi a vez da Bloomberg colocar Moro entre os 50 líderes mais importantes do mundo.

Agora sabemos que muito por obra de Sergio Moro e da Lava Jato, Temer usurpou a presidência de Dilma e assumiu no agourento 31 de agosto de 2016 prometendo “reformas” tão ao gosto do mercado:

Agora nós inauguramos uma nova fase em que nós temos um horizonte de dois anos e quatro meses. E espera-se que nesses dois anos e quatro meses nós façamos aquilo que temos alardeado, ou seja, colocar o Brasil nos trilhos.

De lá para cá, o Brasil desandou.

Bolsonaro também chegou ao poder com o apoio de Moro e da Lava Jato e escolheu o ex-juiz para ser um dos pilares de seu governo.

A Vaza Jato expôs a corrupção dos que se diziam politicamente neutros e eram incensados pela imprensa.

Bolsonaro se desmoralizou por envolvimento com a corrupção do qual se dizia combatente.

Agora, Moro é exposto não apenas como corrupto, mas também “mentiroso patológico”, na definição de Greenwald.

Para todo o mundo ver.

A essa altura, no entanto, a Lava Jato já dilapidou a economia brasileira, destruiu grandes empresas e colocou de joelhos a estatal controladora do pré-sal, a maior reserva de petróleo descoberta no mundo no último meio século.

Isso não é pouco.

O descarte de Moro não significa que ele não tenha sido bem sucedido.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.