DIREITA, CENTRO E ESQUERDA DO CHILE REPUDIAM AFRONTA DE BOLSONARO CONTRA PAI DE BACHELET
Publicado em 4 setembro, 2019.
Do Globo
As declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, e seu pai, general Alberto Bachelet, morto por causa das torturas sofridas durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), foram repudiadas por dirigentes políticos dos principais partidos políticos do país. Deputados e senadores de esquerda, centro e direita questionaram o que consideraram um ataque à ex-presidente chilena (2006-2010 e 2014-2018) e uma utilização por parte de Bolsonaro da História do Chile “com fins de política interna”.
A polêmica iniciou-se com um posicionamento de Bachelet nesta quarta-feira sobre a democracia e os direitos humanos no Brasil. Perguntada sobre o assunto numa coletiva em Genebra, a alta comissária da ONU afirmou que houve “uma redução do espaço democrático” no país. Bachelet se referiu a “ataques contra defensores dos direitos humanos e restrições impostas ao trabalho da sociedade civil”. A ex-presidente do Chile, que foi presa e torturada durante a ditadura em seu país, também falou sobre o aumento de violência policial, especialmente no Rio.
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