ZÉ RICARDO ÚNICO DEPUTADO DO AMAZONAS QUE VOTOU CONTRA, O RESTO VOTOU PELO FIM DA PREVIDÊNCIA E MANTEVE A MALDIÇÃO DA INDIGÊNCIA POLÍTICA NO ESTADO

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

A história da indigência política no estado do Amazonas já vem de longas e terríveis datas. Porém, ela se avultou, de forma fantasmagórica, no pós ditadura. Nenhum dos representantes ditos maiores do Executivo tinham – e não tem – a percepção e a concepção política que uma sociedades espera de seus governantes. Todos carregavam seus elementos pessoais em forma de compadrio. Em uma linguagem errada, populismo. Em psicanálise se chamaria chantagem emocional para auferir um prazer individual ou de grupo. A eleição e manutenção do cargo.

Se o filósofo Deleuze diz que não se faz literatura com suas neuroses, o mesmo deve ser aplicado no caso da política: não se faz política com suas neuroses, porque a política é práxis e poiesis continua da produção do Existir Humano. Tudo o que sempre faltou nos governantes do estado do Amazonas e maioria dos alcunhados membros do Congresso Nacional. 

E sempre foi assim no seguimento Legislativo. Tanto estadual como federal. Os governantes do estado e da prefeitura sempre serviram de modelo aos candidatos à deputados e vereadores que acreditaram – e acreditam – que o governante maior é um sábio nos negócios da administração pública frente aos interesses e direitos da sociedade. É por essa cruel realidade, que muitos dos deputados e vereadores iniciaram sua indigência parlamentar como cabos eleitoras dos governadores e prefeitos.

A votação do fim da Previdência ocorrida ontem, dia 10, na Câmara Federal, veio afirmar e manter o quadro neurótico da situação da inexistente política partidária. Como já era de se esperar, os deputados do Amazonas votaram em peso na violência contra os previdenciários. Não foi uma demonstração geral de indigência política, porque o deputado Zé Ricardo, do Partido dos Trabalhadores (PT/AM), votou contra. Confirmando seu engajamento social e sua lucidez política. E mais, Zé Ricardo não é amazonense. Mas é um homem que luta pela melhoria da condição da sociedade amazonense que há mais de 30 anos é mantida na ditadura do descaso da força do atraso.

De Marcelo Ramos, ex-PCdoB (carochinha-comunista) ao disangelista (o que carrega a má mensagem, segundo o filósofo Nietzsche) Silas Câmara, o fim da Previdência recebeu sua pá de cal. Todos votaram no mesmo seguimento maldição antidemocrática que votaram os deputados amazonenses pelo golpe e pela destruição dos direitos dos trabalhadores. Não adiantou o ex-deputado reacionário Pauderney não ser eleito: a subjetividade a-política permaneceu. 

Estes são os  da bancada amazonense que jogaram a pá de cal. Para não esquecer. 

 

Aberto Neto (PRB)

Átila Lins (PP)

Bosco Saraiva (Solidariedade)

Marcelo Ramos (PL)

Pablo Oliva (PSL)

Sidney Leite (PSD)

Silas Câmara (PRB)

 Lembrando Kundera: A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento. 

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