‘NÃO HÁ CRIME MAIS GRAVE DO QUE PRENDER UM INOCENTE’, DISSE DILMA

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VIGÍLIA
Milhares de pessoas que apoiam Lula estão concentradas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Lideranças defendem que quebra de preceito constitucional agrava Estado de exceção
por Redação RBA.
 
RICARDO STUCKERT
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Ao lado de Boulos, Lula agradeceu a mobilização em seu apoio realizada nesta noite no sindicato

São Paulo – Milhares de pessoas que apoiam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam neste início de madrugada da vigília realizada na frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo.O ato está sendo liderado pelo coordenador do MTST Guilherme Boulos.

Há pouco, a ex-presidente Dilma Rousseff subiu no caminhão de som para falar aos manifestantes. “Não há crime mais grave do que condenar um inocente”, disse Dilma. “Nossa Constituição é clara, não se pode prender ninguém antes de esgotados todos os recursos da segunda instância, todos os recursos”, defendeu.

“O julgamento (do pedido de habeas corpus preventivo no STF) foi ontem, hoje não está nem sequer publicado o resultado. E Lula tinha o direito de recorrer no TRF4 e eles se apressaram por quê? Porque sabem que tem pessoa de bem neste país e tem pessoas que não concordam com arbítrio e perseguição. Estão com medo de uma decisão favorável a Lula, isso faz parte do golpe que começou quando me tiraram da presidência, apesar do s meus 54 milhões de votos e sem nenhum crime”, disse ainda a ex-presidente.

Antes de Dilma, a deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP) disse à reportagem da TVT que querem tirar o ex-presidente do jogo, porque as elites não respeitam a vontade popular. “Isso mostra que o quadro geral (da política) atenta contra a constitucionalidade. Momento grave e preocupante, e com a direita muito mobilizada, muito ódio, é o que explica essa situação injusta desse tratamento dado ao presidente Lula”, afirmou.

A ex-ministra Eleonora Menicucci, diz que a decisão pela prisão de Lula “é um aprofundamento do golpe de 2016”. Segundo ela destacou, o STF fez o mesmo papel do tribunal militar na época da ditadura ao negar o HC a Lula. “Decretar a prisão dele sumariamente é estado de exceção. A responsabilidade sobre esse ataque a democracia é do judiciário e do Moro. O Lula é mais do que o Lula, é a democracia”.

Para o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), “o momento é grave, há uma série de abusos sendo praticados, e a palavra de ordem é resistir. É concentrar aqui no sindicato, não vamos deixar barato, sem o devido processo legal, é hora de barrar o crescimento do fascismo”.

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Milhares de pessoas se concentram no Sindicato dos Metalúrgicos para defender a democracia e direitos no país

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