NOCAUTE: MÍDIA PREPARA O JULGAMENTO DE LULA: A SENTENÇA É IRRETOCÁVEL E CONTESTÁ-LA SERIA BADERNA

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Na próxima quarta-feira, 24 de janeiro, vai se jogar uma partida decisiva para os destinos do país.

No julgamento do recurso de Lula, em Porto Alegre, vão se definir não apenas a situação do ex-presidente, mas o futuro de uma nação que está em guerra política desde 2013 e precisa urgentemente de paz, para enfrentar uma crise econômica e institucional de enormes proporções.

Não é possível contar com isenção e serenidade da mídia hegemônica nesse momento.

Ao contrário, como acontece desde o caso do Mensalão, em 2005, ela aposta no conflito, insufla a beligerância, induz o ranger dos dentes.

A mídia corporativa joga tudo contra Lula porque não está disposta, de forma alguma, a admitir um novo período desenvolvimentista de governo, voltado à redução das desigualdades sociais.

Quer que governe o mercado, pelo mercado, para o mercado. Quer paz e prosperidade exclusivamente para o dinheiro, num ambiente de negócios que taxe o pobre para remunerar o rico.

Porque esta seria a ordem natural das coisas e contestar a sua escandalosa, obscena injustiça, seria coisa de esquerdistas atrasados.

Para o julgamento da quarta, o roteiro e o cenário da farsa já estão montados.

Os bravos desembargadores gaúchos tentarão validar o impecável julgamento do infalível juiz paranaense, esse brasileiro superior, abençoado pela onisciência e a perfeição divina.

Mas apenas se forem contidos os insidiosos lulo-bolivarianos-petralho-comunistas, inimigos da justiça, da moralidade e da ordem pública, que farão o impossível para badernar.

Anuncia-se aos quatro ventos que os insidiosos ameaçam os desembargadores, sem que se revele quais são as ameaças e de quem partiram.

Repercute-se como declaração de guerra uma tolice falada pela presidente do PT, tão belicosa quanto uma bravata impotente pode ser.

Enquanto isso, de críticas à sentença do semideus de Maringá, não veiculam absolutamente nada. Simplesmente não debatem o processo, mesmo que se trate do julgamento de um recurso, ou da contestação de uma sentença.

Porque, se o semideus julgou, está julgado. Nada há a acrescentar. Basta dizer isso à manada, para que ela se convença.

É por isso que, nos debates das redes sociais, os fregueses dessa mídia hegemônica, que jamais são expostos a qualquer contraditório, simplesmente não entendem os argumentos de quem contesta a condenação sem provas, em julgamento 100% político de Lula.

“Cumprir a Lei”, diz um freguês. “É o que está sendo feito. Ninguém pode estar acima dela. Ninguém pode ser injulgável”.

Não pode, claro que não pode. Desde que esse “ninguém” seja o reles Lula, evidentemente – e não Sua Excelência Meritíssima e Reverendíssima, o augusto e supremo Doutor Sergio Fernando Moro.

Esse pode fazer da lei o que quiser, porque condena o odiado inimigo de classe que todo bom juiz deve condenar…

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