Uma tautologia. A democracia é liberdade. Repetir um significado no outro, só por vício do ofício. E também por cuidado com o enunciado tirânico que durante anos tenta se passar por democracia. Portanto, não é demasiadamente ilógico usar dois significados que carregam a mesma potência política quando se pode enunciar apenas um. Ou liberdade, ou democracia. Ainda mais em data comemorativa no Brasil, como o 13 de Maio, Libertação dos Escravos.

Pensar democraticamente é pensar livremente. Sem adjetivos. Só verbo transitivo. Movimento. Sem ressentimento, má consciência, ideal ascético, tudo que se manifesta como medo, culpa, dívida, castigo, vingança, recompensa, redenção o tremor do sujeitado sem liberdade, conseqüêntemente, sem democracia. Afetos maus usados em nome da liberdade/democrática. Como acontecem nas ditaduras que oprimem em nome da liberdade um povo inteiro ceifando vidas, desestruturando famílias, e negando a construção do momento como futuro.

A CLAREZA DO ESTADO DEMOCRÁTICO

No sentido de não se confundir medo com segurança democrática, o que impede o povo ter clareza de sua história, suporte de sua existência coletiva, o presidente Lula assinou, hoje, dia 13 de maio, documentos garantindo acesso a informação incluindo, também, os sobre a ditadura militar. Além de assinar portaria e edital de chamada pública para todos que possuem documentos sobre o período ditatorial que vai 1° de abril de 1964 a 15 de março de 1985, possam entregá-los ao Arquivo Nacional com a segurança da proteção de seus nomes.

No momento foi criado o “Portal Memórias Reveladas”, que garante ao brasileiro consulta aos documentos que foram extraídos do antigo Serviço Nacional de Inteligência (SNI), Conselho de Segurança Nacional (CSN) e Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).

FALAS DE LULA

O que estamos fazendo hoje, é uma mudança de página na História do Brasil, mas não é uma mudança que queremos esconder o que está no verso da página, queremos fazer com que a História desses papéis seja contada verdadeiramente como ela foi, como é, e contada como ela será daqui para frente”

O direito à verdade e à memória é um dos cernes dos direitos humanos, pois, permite que se conheça os contextos das grandes violações desses direito, de forma que se evite sua repetição.”

Comentando sobre o novo momento de liberdade claramente constituída, e a criação na internet do Portal, a ministra Dilma, assim se pronunciou: “A cultura do segredo de Estado está sendo superada pelos esforços do governo e da sociedade”.

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