MARCHA DE ABERTURA DO FSM AMAZÔNIA 2009

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DA ÁFRICA PARA A AMAZÔNIA

A praça Pedro Teixeira, conhecida pelos paraenses como a “escadinha”, ao lado da estação das docas, foi o palco da concentração. Desde cedo, bandeiras, ônibus, camisas, chapéus, pessoas de tantas nacionalidades, cores, vestimentas típicas, expectativas diversas, e um desejo em comum: um outro mundo possível.

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Era a abertura oficial do Fórum Social Mundial, o FSM Amazônia 2009. Na concentração, um carro de som e muitas apresentações culturais. Candomblé, capoeira, música, alegria e confraternização, até que a chuva, companheira tradicional do povo belenense, deu as caras e refrescou a multidão que se preparava para sair em caminhada, passando pela Avenida Presidente Vargas, Nazaré e Almirante Barroso, até a praça do operário, no bairro de São Brás.

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A afiniana antropóloga Raissa e Séverine Calza, da Secretaria Internacional Permanente Direitos Humano e Governos Locais
A afiniana antropóloga Raíssa e Séverine Calza, da Secretaria Internacional Permanente Direitos Humanos e Governos Locais.

O objetivo da Marcha de Abertura do FSM Amazônia 2009, é congregar socialmente os povos indígenas (os grandes protagonistas desta edição), que recebem do povo queniano o “espírito” do último Fórum Social Mundial, realizado em Nairóbi, no Quênia. Os atabaques e ritmos africanos na concentração representaram a despedida do continente africano, enquanto a congregação na praça do operário mostra a confraternização entre o povo que se despede do espírito do fórum, e aquele que o acolhe.

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Dezenas de etnias indígenas trouxeram a sua potência-povo para as ruas, bem como participantes de todos os continentes. O mar revolucionário de gente tomou conta das ruas de Belém.

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Enquanto a caminhada prosseguia, as pessoas saíam do trabalho ou de suas casas para saudar os visitantes, numa belíssima cena de fim de tarde, na qual o outro mundo possível se revelou não apenas como uma expectativa, mas como transbordamento de afectos e perceptos na rede-fluxo da comunidade paraense. Naquele momento, o mundo inteiro passava diante das janelas apinhadas de gente, a sorrir e a acenar para os passantes.

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Na rua, os diversos movimentos sociais que compunham a multidão davam o seu recado, fosse distribuindo panfletos, ou conversando com as pessoas, ou gritando palavras de ordem e cantando músicas. A melodia da Marcha, aliás, não poderia ser mais diversa. Enquanto o pessoal do movimento Voto Nulo arrebentava no samba carnavalesco, o bloco do PSTU atacava de carimbó, dançando nas ruas e arrastando o já festivo por natureza belenense para brincar nas ruas de sua cidade. Praticamente todos os movimentos levaram instrumentos para a rua, transformando a Marcha num imenso e universal bloco de carnaval.

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Ao chegar na praça do operário, após a caminhada, foi o momento dos grupos se confraternizarem, trocando experiências e dizeres na belíssima paisagem. Foi aproveitando este momento que o Bloguinho Intempestivo conversou com alguns grupos.

A gente está protestando contra a morte dos jovens da periferia, a globalização desenfreada, a alienação, a derrubada das matas, contra a morte e qualquer tipo de opressão” (Mucambo, Movimento Afro-Descendente do Pará).

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O nosso movimento está em luta pela moradia. Estamos praticamente no Brasil inteiro, em 18 estados do país, nós estamos aqui para a conferência nacional, representando o movimento, para mostrar o outro lado e mostrar nossos projetos” (MNLM, Movimento Nacional de Luta pela Moradia).

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Eu sou babalorixá da Nação Nagô, meu nome é Fernando Rodrigues, filho de Ogum, eu sou sucessor de uma casa de santo que era de meu pai, hoje a casa está na terceira geração. E lá é terreiro de Nagô, de Iemanjá, e nós temos o nosso instituto, que é o Instituto Cultural Nagô Afro-Brasileiro SINABE. E estamos nessa luta aí contra a intolerância religiosa, e por isso estamos participando do fórum, para pedir liberdade de culto, respeito e lutar contra a discriminação. E para mostrar para a sociedade, e até para os governantes que a casa de santo hoje não faz somente trabalhos afros, ela também é uma casa aberta para tratar de todo tipo de assunto da sociedade, nós trabalhamos com crianças, com idosos, todos os sábados tem distribuição de alimentos, trabalhamos com médicos e principalmente com oficinas profissionais, para tirar as pessoas da situação de risco. Então a casa de santo hoje faz um pouco de cada coisa, e nós queremos essa consciência dos governantes para ajudar os nossos projetos. Esta é a nossa luta, estamos hoje aqui, juntos e unidos, em prol da tolerência religiosa, e pedindo liberdade de culto. A intolerância religiosa aqui ainda é muito grande, quase todo dia a televisão está atacando a gente, o jornal, tem religiões que também atacam, principalmente os evangélicos, a gente não quer nem falar, mas todos os dias na televisão eles nos atacam”.

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A gente é da UGT (União Geral dos Trabalhadores), e pleiteamos a melhoria das condições de trabalho dos trabahadores e a diminuição das desigualdades sociais. E o nosso objetivo maior é lutar contra o desmatamento da Amazônia. Nossa entidade atua em Marabá, no sul do Pará”.

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A secretaria de segurança pública tem agora uma secretaria de proteção à diversidade sexual, e existem vários grupos com trabalhos bem avançados. Só que eles não tem o apoio necessário que precisam para poder se expor sem ser agredidos. Em março teremos o 3o Cogresso Homossexual do Pará, e nós participamos do grupo Pena Branca, de Curuçá, no interior do Pará. É um grupo de jovens que se organizam para trabalhar em prol do movimento, mas trabalhamos com os artesãos, com distribuição de camisinhas no verão, nas praias, e agora nós vamos fazer a terceira campanha de prevenção das DST’s nas praias de Curuçá”.

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ATIVIDADES DO FÓRUM SOCIAL NESTA QUARTA, 28

E você, leitor intempestivo, ainda pode planejar e escolher quais das incontáveis atividades que ocorrerão nesta quarta-feira. Clique aqui para ter acesso à programação das atividades na UFPA e na UFRA. E se encontrares a equipe AFINPRESS, fale com a gente!

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