Todo eleitor, como cidadão de um Estado, pelo menos juridicamente, tem garantido vários direitos que sem eles não seria um habitante da polis: Cidade-Estado. Mas, sim, um pobre renegado urbano, um excluído social e politicamente. Entre seus direitos, há um que é fundamental para se manter em bom humor e contribuir com sua inteligência e seus talentos para a construção de uma sociedade democraticamente gratificante, é o direito de não ser importunado no momento em que esteja comprometido com uma atividade que lhe aumenta a potência de agir tão necessária para sua disposição na produção de solidariedade.

Pois bem, nos últimos dias, o eleitor-cidadão habitante de Manaus vem tendo suas atividades gratificantes sendo violentadas por um telefonema inesperado oferecendo uma mercadoria da época eleitoral: um candidato a prefeito. O ofertante telefônico da mercadoria-candidato não é nada mais do que o cabo eleitoral-oficial, governador do Amazonas, Eduardo Braga. Tirado de sua atividade e pego de surpresa, o eleitor, ao atender o telefone, ouve a voz do governador oferecendo sua mercadoria-candidato: Omar Aziz. Ora, se a tentativa de qualquer mercador, em querer persuadir alguém a comprar um produto oferecendo-o ao vivo sem que este alguém demonstre qualquer interesse na mercadoria, já é um grande inconveniente, imaginemos o oferecimento via telefonia de uma mensagem gravada em que o eleitor fica impossibilitado de contra argumentar? É a ridícula exacerbação da inoperância da comunicação. O eleitor ouvinte é reduzido ao vago receptor eliminado de seu poder-emissor. Fonte de análise e opinião sobre o mundo censurada pela voz gravada do governador.

Assim, observando este triste fato na nossa anêmica democracia telúrica, e preocupado com sua ameaça à criação da democracia-potência, como este bloguinho intempestivo se mostra, precipuamente, na rede virtual, como utilidade pública, ele resolveu, a quem interessar, publicar um dos números que estão sendo responsáveis pela violência aos direitos do cidadão-eleitor de não ser importunado. O que lhe dispõe ao vê-lo, não ser importunado e continuar sua atividade gratificante. Lembrando, porém, que, infelizmente, este serviço de utilidade pública ao eleitor só atinge os eleitores cujos telefones fixos têm bina. O número é este:

.3321-7900.

Não atendê-lo é seu direito. Privilegie sua atividade-cidadã.

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