Θ BRASIL 0 X 2 VENEZUELA

Mais um amistoso entre a seleção de quase desconhecidos de Dunga, desta vez com a Vino Tinto.

E os venezuelanos não contaram conversa, saindo na frente em um contra-ataque em que Maldonado tocou com categoria na saída do goleiro Doni. A seleção canarinha mostrou que foi bem treinada pelo ex-volante, e quando não bate na chegada, bate na saída, com especialidade em rasteira e rabo-de-arraia. A melhor chance do Brasil aconteceu aos 25 minutos, alguns minutos após uma agressão dolosa cometida por Adriano na grande área venezuelana, tentando um voleio que visivelmente acertaria o adversário. O zagueiro e sósia do Palermo, Rey, marcou o Imperador com a humildade e a eficiência de um soldado espartano. Aos 42 minutos, Vargas recebeu uma bola roubada da zaga amarela, pedalou, deixou o capitão brasileiro Luizão plantado no chão e chutou com autoridade, enfiando dois, que poderiam ser três, não fosse o número 18 da Venezuela, Arango – considerado o craque do time – usar toda a sua técnica, talento e sorte para perder um gol sozinho, debaixo das traves de Doni, além de um impedimento mal marcado. Era para ser 4, terminou 2. O detalhe é que o toque de bola da Venezuela, se não é brilhante, é mais eficiente do que o entrosamento dos quase-desconhecidos que vestem a camisa amarela.

Adriano ou Luis Fabiano? It´s the question!

O segundo tempo viu um Brasil que mudou os jogadores, mas continuou o mesmo. Toque de bola sem criatividade, que se resumiu a uma chilena de Diego que bateu na trave, e uma rabeta de Adriano, que saiu ao lado da trave. A Venezuela, que renunciou ao ataque, ainda perdeu um gol feito. Ao final, Dunga faz história novamente: é o primeiro técnico brasileiro a perder para a Venezuela, em 18 jogos e toda a história dos confrontos sudamericanos. De quebra, os alas brasileiros, especialistas em rifamento de bola da intermediária no terceiro pau, consagraram o bom goleiro Vega, que se não tem cara de goleiro, faz bonito na pequena área. Um time mediano, que venceu um não-time, o que faz inverter-se aquele velho ditado futebolístico: ao invés de dizer “não tem mais time bobo no futebol”, é melhor inverter. Não tem mais time que não seja bobo no futebol caça-níquel. Que venham Paraguai (líder das eliminatórias) e Argentina…

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