A OPINIÃO PÚBLICA DA DIREITA
Em sua limitação cognitiva, a direita não consegue perceber e entender o texto que escapa de suas fantasias sociais: a Opinião Pública. Doxa (do grego) construída pelas experiências diretas do povo, a opinião pública jamais poderá se coadunar com anseios saídos das fantasias de qualquer grupo, instituição, indivíduos ou partidos políticos, e, no caso atual, com os anseios do PSDB/PFL. Pois, além de fantasiosos, representam apenas a particularidade de uma grupo, quando o público é a multiplicidade de si mesmo, por si mesmo. Portanto, sua discursividade social constituída por temas e teses que lhes nomeiam como voz coletiva. Diante deste corpus social-práxis, a direita desespera, procurando atribuir à opinião pública seus vazios desejos ou, quando não, obrigá-la a exigir do governo Lula o que ela, direita, pretende. Nisso, ser comum ouvirmos Agripino Mais afirmar que a sociedade, leia-se opinião pública, cobra dele uma resposta para os “casos” em que o governo está envolvido. O que nos leva a suspeitar que o senador eliminou de seus sentidos o povo brasileiro, porque a amostra do povo em relação ao governo Lula é de total confiança e nenhuma desconfiança. Principalmente moral. Na mesma anestesia social se encontra o bravateiro Arthur“5,5%”Neto, afirmando que a opinião pública tem que saber quem elaborou o “dossiê”. A opinião pública sabe que ele sabe. Sabe que ele já tinha em mãos, segundo mensagens divulgadas na imprensa (sem nenhum propósito de ser imparcial) e principalmente internet, informações sobre os gastos do governo Fernando Henrique. Sabe também que quando a direita viu o Portal da Transparência bem visível, tramaram e mandaram as seqüeladas mídias publicarem como se fosse ato do governo Lula. Tudo medo de que a opinião pública pudesse conceituar como imoral o conteúdo dos objetos comprados pelo governo reacionário. De pênis de borracha a unhas postiças, sem falar no caviar e os vinhos. Objetos imprescindíveis para um governo burguês, que só se adquire com cartão corporativo. Como Arthur já demonstrou quinhentas milhões de vezes, que não é afeito à filologia, a ciência de rachar as palavras para libertar seus fluxos, por isso seu fecundo arquivo de clichês e estereótipos que o faz um dos proprietários da fala mais vazia do parlamento, ele, hoje, diante da notícia que a Polícia Federal vai investigar o vazamento do caricato “dossiê”, obra deles mesmos, afirmou ser uma “farsa”. Quando a farsa, como gênero teatral, não serve aos seus propósitos antidemocráticos. É a volta do cipó de arueira no lombo de quem manou dar: queria tanto que a opinião pública ficasse ciente do ocorrido, agora ela sabe e já alargou sua opinião. Por isso pensa assim: “Toda suspeita que a direita, em todos os seus quadrantes e representações, parlamentar, midiática e empresarial, propagar sobre o governo Lula, pode acreditar que é trama dela mesma”. Isto é opinião pública, mas não a que a direita alucina.
Caros amigos afinados,realmente nao devemos duvidar da opiniao publica e sua inteligencia,mas eu queria saber como foi a festa dos orixas,que acredito eu protejam o lula…???
Caro amigo afinado,
A opinião e sua inteligência é como você: sabe das coisas no plano do real. A Festa dos Orixás com certeza foi muito bonita para todos que participam ou que tem qualquer proximidade, respeito para com as religiões afro-brasileiras. Infelizmente houve um problema técnico com um aparelho de gravação, mas amanhã estaremos publicando dizeres e imagens deste xirê. E os orixás protegem o Lula e todos que lutam por uma imprensa sadia, pela liberdade religiosa, por afirmações democráticas no Brasil.
Valeu!