~~~ O que é que a moral parlamentar amazonense tem? Primeiro foi o senador João Pedro do PT. Segundo, o senador Jefferson Peres do PDT. Terceiro, Arthur Neto do PSDB. Os três escolhidos como relatores das acusações contra Renan Calheiros. O primeiro engavetou. O segundo condenou. O terceiro prorrogou. O primeiro se tomava comunista. O segundo nem tanto céu, nem tanto mar, muito menos terra. O terceiro qualquer paixão me diverte. A qual a Terezinha de Jesus dará sua mão/moral? O que é que a imperiosa, ilusória ‘Mos’ quer com os amazonenses? Que provemos que somos justos nas coisas parlamentantes? O filósofo grego maníaco-depressivo, Platão, dizia que “justiça é o que é justo”. Pelas atitudes relatoras dos senadores, já mostramos nossa justiça. Posto que, embora no momento esteja no centro da cena parlamentar o senador Renan, o justo olha a subjetividade do senado que envolve também os três. Subjetividade constituída por inteligência, micro-percepções, atualizações de virtuais democráticos e transfigurações das relações-comunalidade. Será que mais uma vez querem debochar de nós amazonenses tão ordeiros, hospitaleiros e festeiros? Só os deuses podem nos responder. Sabe… Talvez não precise. Alguns amazonenses estão comemorando: “Estas escolham provam que estamos sendo bem representados”. É reconhecimento de nossa força política “no Planalto Central, onde se divide o bem e o mal (Fagner e Ricardo Bezerra. Vozes: Ednardo, Tetty e Rodger. Pessoal do Ceará)”.

~~~ O psiquiatra criador da Bio-Energética, o alemão Wilhelm Reich, diz que o caráter é uma couraça onde a bio-energia encontra-se interditada pela força de um trauma repressor. Defesa negadora do movimento da energia vital. Um sintoma patológico. Uma neurose ou uma psicose. Uma identidade fixa. Aquilo que se é. Um em si por onde nada sai e nem entra. Uma personalidade. Quando coerente com qualquer moral social, é tido como bom. O contrário é mal. Reichianamente, Macunaíma escapa desta couraça castradora, ele salta de um tipo a outro sem se fixar em nenhum. Emaranha-se no meio social sem nunca ser o meio social. Escorrega, esquiva-se, nunca é. Sua existência é meio: zonas de indiscernibilidade. Nada de moral paranóica: “Sou isto!”. O conjunto dos deveres e das regras compulsivas. O espectro fingidor de muitos parlamentares. Reichanamente quando a sequelada Folha de São Paulo, porque tem caráter, compara Lula a Macunaíma, erra perversamente em sua ‘santíssima trindade’ jornalística caracteriológica.  1 – Não conhece Reich. 2 – Muito menos Macunaíma. 3 – Muito menos, menos ainda, Lula. Ainda bem! Que bem! Não consegue transferir seu caráter para Lula. Daí, a impossibilidade de lhe capturar.

~~~ ACMzinho, o neném-avoado, com sua limitadíssima inteligência, não compreende que o MERCOSUL é uma unidade geográfica/econômica/política criado com o objetivos de produzir ações comerciais entre seus membros em benefício do crescimento da América do Sul. Por tal desconhecimento, afirma ser contra a entrada da Venezuela. Como tem caráter, vê em Chaves uma ameaça à democracia. Pobre neném-avoado. Se não tivesse caráter veria que a grande ameaça à América do Sul é a subjetividade tirânica representada e defendida no caráter de muitos parlamentares, empresários, a mídia sequelada que lhe proporciona espaço para maior visibilidade de seu caráter histriônico, chamados intelectuais… Mas ele não pode se ver. Seu caráter está aprisionado e cultuado no caráter espectral do avô ecoa a voz mediúnica da tirania.

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