_* Garatujando sobre mortes na Venezuela, o Boyzinho Mainardi da ‘Veja meu bem’, afirma que “Ganha do Recife. E ganha de Maceió. Olha que é duro ganhar do Recife e Maceió”. Qualquer débil mental, inclusive nós, sabe que este juízo é pura discriminação contra Recife e Maceió. Mas dieguito não sabe. A realidade de uma cidade por mais preocupante que seja, só fala dela. Qualquer comparação carrega a perversão de uma subjetividade interditada. Ainda mais quando é nordestina. Ainda mais quando reflete Lula.

_* “Por que nunca ninguém tinha feito o que fez o rei?”, Pergunta Diogo Shelp, editor internacional da ‘Veja meu bem’. È bem provável que ninguém tenha se exasperado com a fala do Chaves porque os que o ouviram concordam com ele. Outros talvez não quisessem revelar em público seus fascismos. Ou, então não sofram, como o rei, de transtorno sonoro-discursivo: irritação a sonoridade carregada de signos contrários a si. Ou baixa tolerância à autonomia do outro. Como o filósofo Clément Rosset diria: Inobservância do real.

_* “Populismo na América”. Dissipa a ‘Veja meu bem’. Populismo vem do latim populus=povo. O ismo é um sufixo derivação. Historicamente foi colado no populus pelas forças reacionárias colonizadoras e muito aproveitado em benefício próprio. Como se trata de povo, não só lingüística-semanticamente, a ‘Veja meu bem’, que não sabe o que seja, repele. Mas com inveja.

_* “A defesa que o apedeuta fez do ditador, segundo o partido, ameaça a própria democracia brasileira e estimula os golpistas que defendem um terceiro mandato”. Garatuja do Rei Naldinho, epistemocaco da ‘Veja meu bem’ sobre a nota do PFL, que se quer democrata, afirmando oposição contra “a aliança Chaves-Lula”. Quem nunca foi livre jamais pode apreciar a democracia. O eco que o vejante recebe das vozes interditadas pela dor e se esforça por repassar e o “como se” fosse política do traquino PFL, traduzem os seus fantasmas escondidos no porão. O medo, diria o sobraliense Belchior. Fastasma é ente habitante da infantilização. Ameaça de todos. Principalmente de si.

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