“MORTE DE ECKO NÃO ACABA COM O PROBLEMA DAS MILÍCIAS”, DIZ FREIXO

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Deputado Marcelo Freixo durante sessão de votação para presidente da Câmara dos Deputados.

O parlamentar explicou que a milícia é única organização criminosa que nasce dentro do Estado e, além de prender os seus líderes, é preciso cortar a fonte de renda

 

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O deputado federal Marcelo Freio (sem partido) publicou neste domingo (13) em suas redes um fio onde explica a importância da morte de Ecko, líder miliciano, mas afirma que só isso não basta.

“Ecko era um dos milicianos mais perigosos do RJ e havia ameaçado me matar. Apesar de ser o chefe da maior quadrilha, sua morte não acaba com o problema das milícias, porque estamos falando de uma máfia que atua dentro do Estado”, explica.

Freixo explica que as milícias é a única organização que nasce dentro das instituições de Estado.

“Milícia é a única organização criminosa que nasce dentro das instituições do Estado e que tem projeto de poder político, usando o domínio territorial que exercem p/ eleger autoridades públicas que em troca se comprometem a defender os interesses do crime organizado”.

Por conta disso, o deputado afirma que não basta prender os milicianos, mas sim cortar as suas respectivas fontes de renda.

“Por isso, não basta só prender os milicianos. É necessário ir além, tirando suas fontes de poder econômico e político, que são os verdadeiros pilares do poder das quadrilhas, algo que até hoje nenhum governador teve coragem de fazer”, diz Freixo.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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