LIDERES DA OPOSIÇÃO NO SENADO PEDEM QUE AS PESSOAS NÃO PROTESTEM NAS RUAS CONTRA BOLSONARO
Em carta pública, parlamentares de PT, Rede, PSB, PDT, Cidadania e PSD alertam para coronavírus e risco do governo utilizar ato para escalada autoritária.
Líderes da oposição no Senado pediram, em carta publicada nesta quinta-feira (4), que as pessoas não compareçam no protesto marcado para domingo (7). O documento aponta a crise do coronavírus, mas também revela o temor de que o governo Jair Bolsonaro se aproveita do ato para adotar mais “atitudes arbitrárias”.
“Nosso pedido parte da avaliação de que, não tendo o país ainda superado a pandemia, que agora avança em direção ao Brasil profundo, saindo das capitais e agravando nos interiores, precisamos redobrar os cuidados sanitários e ampliar a comunicação com a sociedade em prol do distanciamento social”, diz a carta.
O documento é assinado pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Weverton Rocha (PDT-MA), Jaques Wagner (PT-BA), Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) e Otto Alencar (PSD-BA).
As lideranças e vice-lideranças partidárias no Senado solicitam que a ida às ruas contra o governo Bolsonaro seja adiada “pelo bem da população”.
“Observando a escalada autoritária do governo federal, devemos preservar a vida e segurança dos brasileiros, não dando ao governo aquilo que ele exatamente deseja, o ambiente para atitudes arbitrárias”, afirmam.Os novos protestos, marcados em várias capitais e cidades de porte médio, estão sendo convocados pelas redes sociais. Os atos partem de integrantes de torcidas organizadas e antifascistas, inspirados no ato pró-democracia do último domingo (31) na av. Paulista, que acabou em confronto com a PM.
Na última terça (2), a Frente Povo Sem Medo, formada por movimentos sociais como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e a UNE (União Nacional dos estudantes), aderiu ao ato.