FILÓSOFO JOSÉ ALCIMAR* AO ANIVERSARIANTE: BRECHT E A INDIGÊNCIA ÉTICA DO MUNDO BURGUÊS
Brecht é o épico popular que fustiga com arte e filosofia os artifícios dos dramas da sociopatia burguesa. Contra a excitação do teatro epidérmico, prisioneiro que é da distração mistificadora e carente de estética.
Brecht, o mestre da Exceção e a Regra, toma distância da indigência ética do mundo burguês e afronta com as armas da reflexão e das mediações do distanciamento a miséria axiológica em que vive e se enreda a dramaturgia, sempre falsa, da representação burguesa.
Brecht não representa, se apresenta pleno de presença e isento dos ditos bons sentimentos da moral burguesa.
Por meio da itinerância filosófica dos afinados com as sendas abertas pelo teatro brechtiano do filósofo coletivo Marcos José Manaus pode se ver pelos contra-óculos dos palcos sem montagem e livremente instalados nos becos, ruas e praças.
Afinal, é nas praças que o povo-multidão pode desmontar as trapaças.