PARA DAMOUS O MPF E CONGRESSO NACIONAL DEVEM INVESTIGAR O CASO DO COMPADRE DEMORO, SOB PENA DE COLOCAR EM SUSPEITA TODA A LAVA JATO

Leia a nota publicada pelo deputado Wadih Damous.
Os fatos relatados por Duran são de extrema gravidade
1- Pelo relato, resta incontestável que Moro e Zucolotto são compadres e amigos íntimos e que Zucolotto é ex-sócio da Rosangela Moro (muito estranho ela ter saído do escritório em 2016 quando começaram as primeiras denúncias);
2- De acordo, ainda, com o relato, Zucolotto praticou crimes de tráfico de influência, tráfico internacional de influência, fraude processual e obstrução à Justiça. Se verdadeiros os fatos, Moro e os procuradores seriam cúmplices e por isso precisam ser investigados;
3- Causa profunda estranheza que o juiz Sérgio Moro assuma a defesa enfática de Zucolotto. Causa espécie que o juiz tenha entrado em contato direto com o amigo para enviar uma resposta à Folha de São Paulo.
4- Os procuradores não deram qualquer explicação até o momento;
5- Duran, na verdade, é um doleiro. Por que teria relações com o Zucolotto? Moro diz que ele foi contratado para tirar cópia de um processo. Soa estranho dizer que um doleiro contrata alguém em Curitiba para tirar cópia de processo
6- Moro rejeitou a denúncia que o MPF apresentou contra o Duran;
7- Lula foi condenado por Moro com base na palavra de um criminoso e delator informal – que sequer prestou o compromisso de dizer a verdade.
Em síntese, Moro e os procuradores confinaram diversos acusados na cadeia. Caso se lhes aplique o método que eles mesmos criaram de acusar e julgar, deveriam ser presos imediatamente. Entendo que o Ministério Público, não o do Paraná, por óbvio, e o Congresso Nacional devem investigar esses fatos. Eles põem sob suspeita toda a operação Lava jato.
Wadih Damous – deputado federal e ex-presidente da OAB