CONSTANTES, VARIÁVEIS E VARIAÇÕES DO PLEITO GERAL MUNICIPAL 2008
Uma eleição, se tomada como seleção a partir da razão, é a apresentação de como o homem se escolhe enquanto singularidade no mundo e, assim, também o modo como se aproxima ou não dos outros homens para compor ou não compor uma potência democrática, atuante na preservação da cidade em seus aspectos materiais e imateriais. Caso contrário, apenas acrescentar-se-á na lista dos espetáculos virtuais (Baudrillard), servindo à dissipação desintegradora de todas as realidades dessa cidade.
No caso da eleição para prefeitos e vereadores, ela será fundamental para formar as redes cartográficas de flexibilização das linhas dos governos instituídos para uma maior proximidade com a população. É a partir da prefeitura que grande parte dos projetos do Governo Federal vão ser organizados e oferecidos e é através dela e da câmara de vereadores que as principais políticas públicas vão ser implementadas (se o forem). O governo Lula que o diga! O principal fator de lentidão e ineficiência de alguns projetos federais está em más gestões municipais e estaduais.
A atualização com os resultados das urnas não é resultante apenas do período eleitoral, mas de diversas linhas que se entrecruzam para fazer-se visível no dia da eleição. Infelizmente, ainda se vê por todos os cantos muitas linhas subordinadas a pontos anuladores da inteligência coletiva, como compra de voto, BOCA DE URNA, chantagem religiosa, financeira, emocional, inúmeras empatias morais que anulam o uso racional do voto. Assim como nas pesquisas, há candidatos e eleitores que se mantém numa constante, sem qualquer possibilidade de alteração de seus modos de pensar a cidade, outros ficam nas variáveis, impregnados de palavras de ordem e ressonâncias recorrentes. De poucos, muito poucos, pode-se dizer que entram numa variação no modo de perceber, sentir e agir na cidade, produzindo uma alteração dos seus modos de existência, para uma cidade onde as pessoas não passem por perseguições e violentações de todas as ordens, que possam ir além da mera subvivência horizontal e possam entrar na ordem da participação e da criação. De modo que, quando se analisam os resultados das eleições, leva-se em conta estes pontos molares e as resistências políticas que deixam passar um vento por trás da cabine do eleitor.
DONDE NÃO TEVE PRA DEPOIS
Das quinze capitais onde a eleição para prefeito já foi decidida no primeiro turno, seis dos eleitos são do Partido dos Trabalhadores – PT, o que é de fundamental importância para os planos do governo Lula, de realizar os projetos sociais, e até para garantir uma base eleitoral para as eleições ao governo do estado e para Dilma Roussef em 2010. Soma-se a isso, uma capital ganha pelo PC do B e duas pelo PSB, e ainda duas pela eminência parda da política brasileira, o PMDB, que faz parte da base do governo. Já a direita a-posicionista se apequena cada vez mais, entre os dois principais partidos, o PSDB conseguiu apenas duas reeleições e o DEM-PFL nenhuma, tornando-se definitivamente um partido nanico em vias de extinção.
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Fortaleza (CE) ……………… LUIZIANNE LINS (PT)
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Recife (PE) …………………. JOÃO DA COSTA (PT)*
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Vitória (ES) …………………. JOÃO COSER (PT)
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Palmas (TO) …………………. RAUL FILHO (PT)
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Porto Velho (RO) …………… ROBERTO SOBRINHO (PT)
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Rio Branco (AC) …………….. RAIMUNDO ANGELIM (PT)
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João Pessoa (PB) ……………. RICARDO COUTINHO (PSB)
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Boa Vista (RR) ………………. IRADILSON SAMPAIO (PSB)
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Curitiba (PR) ………………… BETO RICHA (PSDB)
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Teresina (PI) ………………… SILVIO MENDES (PSDB)
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Campo Grande (MS) ………… NELSINHO TRAD (PMDB)
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Goiânia (GO) ………………… IRIS RESENDE (PMDB)
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Aracaju (SE) …………………. EDVALDO NOGUEIRA (PC do B)
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Maceió (AL) …………………. CÍCERO ALMEIDA (PP)
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Natal (RN) ……………………. MICARLA DE SOUSA (PV)*
*João da Costa e Micarla de Sousa foram os únicos prefeituráveis que não estavam concorrendo a reeleição.
DONDE SÓ VAI NO SEGUNDO
Já das onze capitais que vão para segundo turno, algumas quebraram todos os tabuleiros das pesquisas que por lá passaram encomendados. Entre elas, com certeza as atenções estarão mais voltadas para a disputa entre Marta, que virá com toda a força do apoio de Lula, e Kassab, do nanico DEM-PFL, em São Paulo, que terminaram praticamente empatados o primeiro turno. Se Kassab perder, é o estrebuchar do DEM-PFL; se Marta levar, é a linha de políticas públicas mais voltadas para a melhoria de condições de vida da população, como vem ocorrendo na linha de atuação do governo federal e dos estados e municípios governados pelo PT. Nas outras capitais, mesmo alguns tendo uma diferença bem grande entre primeiro e segundo colocado, um segundo turno, pelo que se conhece, é uma outra eleição.
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São Paulo (SP)
GILBERTO KASSAB (DEM-PFL) <<>> MARTA SUPLICY (PT)
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Porto Alegre (RS)
JOSÉ FOGAÇA (PMDB) <<>> MARIA DO ROSÁRIO (PT)
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São Luís (MA)
JOÃO CASTELO (PSDB) <<>> FLÁVIO DINO (PC do B)
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Salvador (BA)
JOÃO HENRIQUE (PMDB) <<>> VALTER PINHEIRO (PT)
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Macapá (AP)
CAMILO CAPIBERIBE (PMDB) <<>> ROBERTO GÓES (PDT)
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Florianópolis (SC)
DÁRIO BERGUER (PMDB) <<>> ESPERIDIÃO AMIN (PP)
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Manaus (AM)
AMAZONINO MENDES (PTB) <<>> SERAFIM CORRÊA (PSB)
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Cuiabá (MT)
WILSON SANTOS (PSDB) <<>> MENDONÇA PRADO (DEM)
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Rio de janeiro (RJ)
EDUARDO PAES (PMDB) <<>> FERNANDO GABEIRA (PV)
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Belo Horizonte (MG)
MÁRCIO LACERDA (PSB) <<>> LEONARDO QUINTÃO (PMDB)
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Belém (PA)
DUCIOMAR COSTA (PTB) <<>>JOSÉ PRIANTE (PMDB)