A FUGA DE FLÁVIO DECRETA O FIM DO BOLSONARISMO NO BRASIL
Com o senador fora do país, o irmão Eduardo já nos Estados Unidos e Jair Bolsonaro possivelmente de volta à Papudinha sobram Michelle, Jair Renan e Carluxo
Antes de explicar o porquê, vale entender por que Flávio fugiu. Se teve ajuda ou não dos Estados Unidos, de Marco Rubio, de Trump, isso é indiferente. O que importa é que Flávio sabe exatamente os crimes que cometeu no verão passado.
Ele sabe o quanto está enrolado nos casos de corrupção de seu sócio, Willer Tomaz, que também fugiu por medo da Justiça.
E há um agravante que pode ter escapado a quem planejou a saída.
Uma parte desse esquema pode ter passado pelos Estados Unidos, com empresas montadas lá. Isso significa que Flávio também deve ser investigado pela Justiça norte-americana, que pode prendê-lo em território estadunidense. Ele pode ter fugido para um lugar pior.
O que acontece agora?
Preso ou livre, Flávio estará confinado nos Estados Unidos, junto com o irmão Eduardo. E o pai, Jair, continuará preso.
Restam no Brasil, eleitos, a senadora Michelle, o deputado federal Jair Renan e o senador por Santa Catarina Carluxo. Eles não têm condições de tocar sozinhos o bolsonarismo. Mesmo Michelle vai ter muita dificuldade.
O esfacelamento do PL
Boa parte de quem se elegeu pelo PL vai espirrar do partido. Uns vão se associar, pragmaticamente, ao governo Lula. Outros vão para o que chamam de uma direita menos bolsonarista.
O próprio Tarcísio está de olho nesse movimento. Percebendo que Michelle vai tentar ser a herdeira política de Jair, deve procurar outra turma e voltar a se aproximar do PSD de Kassab.
O resultado é um bolsonarismo muito menor do que foi nestas eleições. Um movimento que girava em torno de um sobrenome perde justamente quem o carregava.
Por isso, obrigado, Flávio. Sua covardia decretou o fim do bolsonarismo.