POLÍCIA FEDERAL RECEBEU PEDIDO PARA INVESTIGAR FLÁVIO BOLSONARO EM FRAUDES DO INSS

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PF recebe pedido para investigar Flávio Bolsonaro em fraudes do INSS Representação pede análise de dados financeiros e societários para verificar eventuais conexões com investigados pela Operação Sem Desconto

Por: Raony Salvador: 27/08/2026 – 
– Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução de Vídeo/YouTube

APolícia Federal recebeu um pedido para investigar possíveis ligações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu escritório de advocacia e integrantes do núcleo investigado pela Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos contra aposentados e pensionistas do INSS.

A representação foi apresentada pelos deputados federais Alencar Santana (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) e pede o cruzamento de dados financeiros, bancários, fiscais e societários para verificar se recursos relacionados ao esquema chegaram, direta ou indiretamente, ao parlamentar ou a pessoas próximas.

O documento cita a relação entre integrantes do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro e pessoas mencionadas nas investigações da Polícia Federal. Segundo a representação, Letícia Caetano dos Reis, administradora da sociedade de advocacia do senador desde a criação da banca, é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado em relatório da PF como sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, citado como um dos operadores do esquema.

Outro ponto levantado pelos parlamentares envolve o advogado Willer Tomaz, a quem é atribuída a indicação de Letícia para o escritório de Flávio. A documentação apresentada cita relatórios financeiros com cerca de R$ 45,5 milhões em movimentações ligadas a Willer e um pagamento de R$ 120 mil a um operador financeiro relacionado ao Careca do INSS.

Os deputados também afirmam que pedidos apresentados na CPMI do INSS para aprofundar essas conexões não chegaram a ser votados. Entre eles estavam requerimentos para convocar Flávio Bolsonaro e acessar informações financeiras do senador, de seu escritório e de Letícia.

“A CPMI pode ter escolhido não votar, mas a investigação não pode parar. Os aposentados que foram roubados têm o direito de saber quem participou do esquema, quem se beneficiou e para onde foi o dinheiro”, afirmaram os parlamentares.

A Operação Sem Desconto investiga um esquema de descontos considerados indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

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