COMO SE NÃO BASTASSE ACORDAR CEDO PARA EXPLORAÇÃO DA 6X1, A MANIFESTAÇÃO PELO SEU DIA, EM MANAUS, FOI MARCADA PARA 8:30. POR TRABALHADORES OU PATRÕES?
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O habito de se curvar, leva o Trabalhador a se tornar corcunda.
Xica das Pererecas
QUANDO O DIA NÃO É UM DIA
O poeta, orgulho de muitos brasileiros, Olavo Bilac, cognominado o Príncipe dos Poetas, em seu poema, O Trabalho, afirma em uma estrofe:
“Tal como a chuva caída
Fecunda a terra no estio
Para fecundar a vida
O trabalho se inventou”.
O teatrólogo, dramaturgo, poeta, criador do Teatro Dialético, Método do Distanciamento, o alemão Berthol Brecht, afirma em uma estrofe de seu poema, O Dinheiro:
“Ao trabalho não o quero seduzir
Pois para o trabalho o homem
Não foi feito”.
ENTÃO, BILAC OU BRECHT?
Bilac e Brecht: Qual dos dois reflete o Trabalho e o Trabalhador como alienação e alienado?
Ou em outra perspectiva ou outro tom:
O Trabalhador e a Trabalhadora que todo dia acordam cedíssimo para serem explorados pela escala 6X1, a Mais-Valia, sadicamente-debochante, em seu mísero salário ou os responsáveis pela manifestação, hoje, Dia 1° de Maio (antecipação do Dia 5, do aniversariante, Karl Marx) que marcaram para 8:30 a ocorrência.
Sim, ocorrência, porque esse horário é próprio de quem tem a consciência policiada pelo patrão?
A resposta certa é: Bilac. O Trabalho não é uma invenção do Homem, mas da burguesa-capitalista/capitalística. Daí, porque Brecht, afirma que “para o trabalho o homem não foi feito”.
Sim, o Homem e a Mulher não foram feitos para o trabalho explorador, violentador, fetichista, reificador da Potência de Produção do Homem e da Mulher. Nem Divisão do Trabalho e, muito menos, para “o idiotismo da especialização (Marx)”.
E Bilac para apoiar mais os responsáveis pelas 8:30, manda ver:
“Feliz quem pode orgulho dizer:
Nunca fui vadio
Se hoje sou venturoso
Devo ao trabalho que sou!”.
Trabalhadoras e Trabalhadores do mundo uni-vos vós não tendes nada a perder a ser as corcundas!
Como afirma a compositora e cantora, Sol Fami: “Se a burguesia inventou o trabalho, como mostra, Bilac, a Trabalhadora e o Trabalhador, como mostra, Brecht, não trabalham, mas revelam, com suas Potências de Produção, o Delírio do patrão. Por isso, suas aposentadorias são, em verdade, inscrições de suas lápides!”.