NOVA PESQUISA ATLAS REVELA QUE LULA PODE VENCER JÁ NO 1° TURNO, MAS DEVAGAR COM O ANDOR…

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Nova rodada da pesquisa mostra um pequeno avanço de Lula, mas que já permite petistas sonharem com vitória no 1o turno.

Por: Renato Rovai: 28/04/2026 – 
– Lula em entrevista no Planalto (Ricardo Stuckert)

02:55

Os números mais recentes da Atlas colocam um novo elemento no debate sobre as eleições de 2026: a possibilidade real de uma vitória já no primeiro turno. Durante muito tempo, esse cenário parecia improvável — inclusive para analistas que acompanham de perto a dinâmica eleitoral. Mas os dados começam a indicar que essa hipótese já não pode ser descartada.

Lula aparece com 46,6% das intenções de voto, avançando 0,7% em relação à rodada anterior. É um crescimento modesto, mas suficiente para colocá-lo orbitando a margem necessária para fechar a eleição sem segundo turno. Em qualquer leitura técnica, isso muda o jogo.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro recua levemente, passando de 40,1% para 39,7%. Não é uma queda expressiva, mas sinaliza estagnação — o que, em um cenário competitivo, pode ser tão relevante quanto uma perda maior.

O dado mais controverso, no entanto, está fora da polarização principal. A pesquisa aponta Renan Santos, ligado ao MBL, com 5,3% das intenções de voto. É um número alto demais para quem ainda não demonstrou capilaridade nacional consistente. Aqui, é preciso cautela: o método da Atlas, baseado em painéis online, tende a captar mais fortemente o eleitorado jovem e hiperconectado — justamente onde esse tipo de candidatura performa melhor.

Isso ajuda a explicar também outro ponto que soa fora da realidade: apenas 0,6% de brancos, nulos e indecisos. Historicamente, esse contingente é muito maior. Um número tão baixo indica distorção amostral relevante, que precisa ser considerada antes de qualquer conclusão mais definitiva.

Ainda assim, mesmo com essas ressalvas, o movimento de Lula é claro. Se houver manutenção ou leve crescimento, e se não surgir uma terceira via com força suficiente para fragmentar o voto, o primeiro turno deixa de ser apenas uma possibilidade remota. Mas para isso Lula vai ter que melhorar a avaliação do seu governo. A desaprovação ainda é maior do que a aprovação.

O cenário, portanto, está em aberto — mas menos imprevisível do que parecia meses atrás.

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