NOVA PESQUISA ATLAS REVELA QUE LULA PODE VENCER JÁ NO 1° TURNO, MAS DEVAGAR COM O ANDOR…
Nova rodada da pesquisa mostra um pequeno avanço de Lula, mas que já permite petistas sonharem com vitória no 1o turno.
Os números mais recentes da Atlas colocam um novo elemento no debate sobre as eleições de 2026: a possibilidade real de uma vitória já no primeiro turno. Durante muito tempo, esse cenário parecia improvável — inclusive para analistas que acompanham de perto a dinâmica eleitoral. Mas os dados começam a indicar que essa hipótese já não pode ser descartada.
Lula aparece com 46,6% das intenções de voto, avançando 0,7% em relação à rodada anterior. É um crescimento modesto, mas suficiente para colocá-lo orbitando a margem necessária para fechar a eleição sem segundo turno. Em qualquer leitura técnica, isso muda o jogo.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro recua levemente, passando de 40,1% para 39,7%. Não é uma queda expressiva, mas sinaliza estagnação — o que, em um cenário competitivo, pode ser tão relevante quanto uma perda maior.
O dado mais controverso, no entanto, está fora da polarização principal. A pesquisa aponta Renan Santos, ligado ao MBL, com 5,3% das intenções de voto. É um número alto demais para quem ainda não demonstrou capilaridade nacional consistente. Aqui, é preciso cautela: o método da Atlas, baseado em painéis online, tende a captar mais fortemente o eleitorado jovem e hiperconectado — justamente onde esse tipo de candidatura performa melhor.
Isso ajuda a explicar também outro ponto que soa fora da realidade: apenas 0,6% de brancos, nulos e indecisos. Historicamente, esse contingente é muito maior. Um número tão baixo indica distorção amostral relevante, que precisa ser considerada antes de qualquer conclusão mais definitiva.
Ainda assim, mesmo com essas ressalvas, o movimento de Lula é claro. Se houver manutenção ou leve crescimento, e se não surgir uma terceira via com força suficiente para fragmentar o voto, o primeiro turno deixa de ser apenas uma possibilidade remota. Mas para isso Lula vai ter que melhorar a avaliação do seu governo. A desaprovação ainda é maior do que a aprovação.
O cenário, portanto, está em aberto — mas menos imprevisível do que parecia meses atrás.