LUIS NASSIF: A NOVA FASE DA GUERRA POLÍTICA

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Lula colocará a campanha na rua. Não se sabe se com um projeto claro de país, um plano de metas, uma visão de futuro, ou se mais do mesmo.

Foto de Ricardo Stuckert / PR

A guerra política de 2026 entra em um interregno.

A primeira fase foi marcada pelo início da Operação Lava Jato 2, de acordo com os seguintes indícios:

  1. Vazamento do contrato da esposa de Alexandre Moraes, nos primeiros dias de perícia dos celulares de Daniel Vorcaro. Ficou nítido o eixo PF lavajatista -> jornalista lavajatista -> Rede Globo.
  2. Ao mesmo tempo, o pedido da PF, e a autorização do Ministro André Mendonça, de quebra do sigilo de Fábio Luiz, filho de Lula, sem nenhum envolvimento com o caso Master, deixou exposto o eixo Mendonça – PF.
  3. Finalmente, o PowerPoint de Andréia Sadi, um desastre jornalístico tão amplo que obrigou a uma freada de arrumação no sistema Globo. Essa pausa foi provocada também pelo enquadramento dos PFs envolvidos com a Operação Master.

Agora, como um trio de cordas desafinado, os três diários entram no segundo tempo do jogo.

Ele consistirá, é claro, na manutenção das críticas sobre o governo Lula e do baixo astral permanente da cobertura.

Mas, ao mesmo tempo, acabou a lua-de-mel com o amigo “Flávio”. Sincronizadamente, os jornais passam a atacá-lo, na esperança de que seja substituído por algum candidato da direita, menos marcado.

O problema é que os “estadistas” da direita são de uma dimensão liliputiana.

De um lado, o governador de Minas, Romeu Zema que, além de ter arrebentado com as contas do estado, é de uma mediocridade poucas vezes vista entre governos estaduais.

O segundo candidato é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, com uma vivência de senador e governador sofrível, tendo como única bandeira os motes da direita no campo da segurança pública.

O terceiro candidato é o governador gaúcho Eduardo Leite.

Seja quem for o candidato, há marcas que são indeléveis:

  1. Subordinação à política externa norte-americana.
  2. Implantação de colégios militares em toda rede federal.
  3. Enfraquecimento das universidades públicas e do sistema de financiamento à pesquisa.
  4. Empoderamento das Polícias Militares, ampliando o grau de violência.
  5. Pacto com setores lava jatistas da PF e do Judiciário.

O mesmo mal que acomete a centro-esquerda acomete o centro-direita e sua busca incessante pela terceira via. Não conseguem desenvolver um projeto de país. No caso do centro-direita e direita, escudam-se unicamente na fantasia do livre mercado e da privatização selvagem.

Nas próximas semanas, Lula colocará a campanha na rua. Não se sabe se escudada em um projeto claro de país, em um plano de metas, em uma visão de futuro, ou se será mais do mesmo.

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