PRÉ-SAL E O HUMOR ATIVO DE LULA

O humor de Lula é do tamanho do Pré-Sal. A mídia seqüelada e a direitaça se desesperam. Apesar de certas discordâncias marxianas políticas — como o recente afastamento de Paulo Lacerda da frente da Abin — com o Sapo Barbudo, ele acaba por aumentar sua potência de agir no próprio jogo que a mídia gosta de fazer quando tenta anular os avanços governamentais com a produção de algum “escândalo”. Ah! e Oh! Caras e bocas, my God, beicinhos, socos no ar, mas nada disso adianta, ou melhor, emperra a trajetória governamental do Sapo Barbudo, pois, principalmente depois da vitória em 2006, ele utiliza os avanços democráticos de seu governo para anular a força desses supostos escândalos. A diferença é que as notícias/novidades políticas/econômicas/sociais apresentadas por Lula não são produções quiméricas sem nada de real e, muito menos, suposições. Também aqui não têm por princípio atuar para eliminar a força de um “escândalo” produzido; mas eliminam a força desses escândalos porque estes não tem realidade e, ao contrário, as novas descobertas/novos projetos de Lula engendram novas formas de relações na população, que sente o governo de Lula estar mais para respeito aos direitos e do bem comum do que de imposição de deveres.
O HUMOR REAL CONSTRUTOR DE COMUNALIDADES
Existe um tipo de humor muito comum nas televisões brasileiras — Casseta & Planeta, Jô Soares, Chico Anizio, teatrinho besteirol, comédias hollywoodianas, etc. Humor reto. Humor que não carrega nenhum desbloqueio moral da seriedade; ao contrário, afirma-o a partir de preconceitos, deturpações, mediocridades contra os gays, contra as mulheres, contra o povão, contra Lula, etc. O verdadeiro humor é aquele que serve para desbloquear os afetos e deixá-los passar livres, aumentando a potência de agir dos corpos no mundo. O riso coletivo/cósmico que afirma as comunalidades. Ontem, na primeira extração de petróleo da Pré-Sal, Lula mais uma vez fez a festa democrática ao compartilhar seu humor real com os presentes e todos os cidadãos brasileiros. Enquanto a seqüelada mídia, desesperada, fala que não se sabe a quantidade exata de petróleo no megacampo de Jubarte e que a Petrobras não tem ainda os meios de retirar esse petróleo em tamanha profundidade, Lula ergue nas mãos o primeiro litro de óleo extraído e diz que a Petrobras está indo buscar o petróleo tão fundo, mas tão fundo que qualquer dia vai vir um japonesinho junto com o óleo e que aí vai ser um incidente internacional sem precedentes. Gargalhadas gerais e totais. Lula, então, melou as mãos no óleo e saiu melando a costa dos ministros presentes e do presidente da Petrobras. Ele, depois de cheirar o óleo, botou o dedo para um ministro cheirar, mas quando o ministro foi cheirar, Lula encostou o dedo, melando o nariz do ministro. Aí saíram todos se lambuzando de óleo. A ministra Dilma que o diga: ficou com nove dedos nas costas.
É aquilo que dissemos quando do aniversário do Sapo Barbudo: são as horas de almoço dos trabalhadores. Lula carrega o humor ativo, em situação, do povo. Talvez a mídia/direitaça diga que não é postura condigna para um presidente, aí afirma de uma vez por todas seu preconceito totalmente manifesto de ter de aceitar a presença do presidente/operário.
