MELHORA DO MERCADO DE TRABALHO E CRÉDITO LEVAM PIB A CRESCER 3,4% EM 2024

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Serviços e indústria puxaram melhor resultado anual desde 2021; na análise sob demanda, melhora do consumo das famílias afetou desempenho

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Análise da Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Fazenda, afirma que o crescimento apurado no ano passado “refletiu impulsos positivos vindos do mercado de trabalho e crédito, além de políticas de estímulo ao desenvolvimento produtivo e sustentável”.

As variações positivas no desempenho do PIB vieram dos Serviços e da Indústria que, em comparação a 2023, cresceram 3,7% e 3,3% respectivamente. Na mesma comparação, a Agropecuária sofreu queda de 3,2%.

Já o PIB per capita alcançou R$ 55.247,45, um avanço, em termos reais, de 3,0% frente ao ano anterior, conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em contrapartida, o PIB da indústria, amparado pelo forte crescimento da transformação e da construção, subiu 3,3%, de 1,7% em 2023. A atividade de Construção cresceu 4,3% em 2024, em função do crescimento da ocupação na atividade, da produção de insumos típicos e da expansão do crédito.

Outras influências positivas, além da Indústria de Transformação, foram vistas no segmento de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (3,6%).

O ritmo de crescimento do PIB de serviços também aumentou, passando de 2,8% em 2023 para 3,7%, impulsionado por serviços prestados às famílias, pelo comércio e por serviços de informação e comunicação.

Consumo das famílias puxa PIB na ótica da demanda

A despesa de consumo das famílias favoreceu o crescimento pelo lado da demanda, ao apresentar um crescimento de 4,8% no comparativo com 2023.

“Para o consumo das famílias tivemos uma conjunção positiva, como os programas de transferência de renda do governo, a continuação da melhoria do mercado de trabalho e os juros que foram, em média, mais baixos que em 2023”, explica a pesquisadora Rebeca Palis, do IBGE. 

Outro destaque foi o investimento que apesar de ter crescido, tem peso menor que o consumo das famílias: a formação bruta de capital fixo (FCBF) cresceu 7,3%, se recuperando do recuo de 3% em 2023, impulsionada principalmente pela forte expansão na produção e importação de máquinas e equipamentos.

Já a Despesa do Consumo do Governo teve crescimento de 1,9% no ano. As Importações de Bens e Serviços apresentaram alta de 14,7% em 2024 e as Exportações cresceram 2,9%. Já a taxa de investimento em 2024 foi de 17,0% do PIB, maior que em 2023, quando foi de 16,4%. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 14,5% em 2024 (ante 15,0% no ano anterior).

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