DUNGA, O FUTEBOL NÃO É UM CONTO DE FADAS. AO VIVO É MUITO MELHOR

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O historiador-filósofo Philippe Áries em seu estudo sobre a história das famílias, afirma que o nome é fantasia e sobrenome é tradição. Mas Áries não afirma o que é o apelido. Talvez o apelido quando cola e funciona socialmente mais que o nome e o sobrenome, seja o real referente-nominativo do indivíduo. Talvez, seja esse o caso de Dunga, técnico das duas seleções de futebol masculino do Brasil.

Dunga é um apelido saído de um conto de fadas coletado pelos irmãos Grimm, “A Branca de Neve e seus Sete Anões”, onde Dunga é um deles. Embora sejam sete anões, para a psicanálise, principalmente para o psicanalista Bruno Bettelheim, que escreveu a obra “A Psicanálise dos Contos de Fadas”, onde apresenta um estudo sobre os contos de fada na vida das crianças como formas de linguagem usadas por elas, principalmente, para diminuir suas angustias parentais, eles são representações em unidade que “simbolizam uma forma de existência imatura e pré-individual” (B.B.), além de manifestarem elementos fálicos e pré-edípicos. Em síntese simbólica, “os anões são eminentemente homens, mas homens que ficaram bloqueados no desenvolvimento” (B.B.). Na analogia nominalista e psicanalista de Dunga como técnico das seleções brasileiras, manifesta-se a “imaturidade” para conduzir a seleção de um país da pátria de chuteiras, como o Brasil. Aí que, hoje, após a derrota cruel, e diante de seu pior rival ‘pebolístico’, a seleção Argentina do futebol ‘tangueiro’ de Maradona e Piazzolla, que “toca bem melhor que um blue (Belchior)”, Dunga deve está sentindo que o futebol não é um conto de fadas, e que ao vivo é muito melhor. O que lhe impõe uma angustiante ameaça de demissão por todas as pressões que neste momento multiplicaram.

Assim, escolhemos alguns dizeres para além do “princípio do prazer” (Freud) no “princípio de realidade” (Freud), que agora vive Dunga.

– Ameaçado, Dunga não quer lembrar Donga: “Pelo telefone”*

– Para Dunga não deu Beijing, Beijing. Só, tchau, tchau!

– Dunga garimpando ouro, pode encontrar apenas bronze, ou latão.

– Derrotado, Dunga mais uma vez se duplica e aparece zangado.

– Dunga mesmo no Oriente, não se orienta.

– Argentino em terreiro baiano cantaram felizes: “Dunga, lê, lê! Dunga lá,lá, Camará! O vapor de cachoeira não navega mais!”

– Dunga viu o ouro afundar no “Agueiro”.

– Dunga, vendo o baile, permaneceu de ‘chupeta’.

– Dunga, não adianta ficar zangado, o problema do teu time é que é soneca.

– Dunga, teu time de onze, não apareceram nem sete. Número cabalístico, talvez te desse o ouro, nem que fosse de Shangri-Lá.

* Pelo Telefone, de autoria de Donga, é considerado o primeiro samba gravado.

3 pensamentos sobre “DUNGA, O FUTEBOL NÃO É UM CONTO DE FADAS. AO VIVO É MUITO MELHOR

  1. O futebol da seleção de Dunga é do tamanho dele, o filósofo Dieguito comentou após a peleja que fazia tempo que não via uma seleção brasileira tão mesquinha, retranqueira e sem um mínimo de criatividade, sempre na defensiva e esperando pelo gênio de ronaldinho que levou cinco meses para fazer um gol desde o inicio do ano, é de se esperar uma seleção comandada por recadinho um quase todos estão no diminutivo como rafinha, robinho, cicinho e kakazinho dificilmente jogará um futebol lúdico, pois eles apesar de serem infantilizados pela mídia nunca foram crianças em suas bricandeiras desde pequenos já eram considerados homenzinhos tinham que encarar a dureza do mundo e levar à sério o futebol tornarem-se profissionais e esqueceram-se de garrincha e companhia e mais recentemente do D10ez.

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