ENQUETE: MAIS DE 87% DA POPULAÇÃO É CONTRÁRIA AO PROJETO ANTIABORTO

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Mais de 640 mil de um total de 740 mil são contrários o projeto que pode ser votado a toque de caixa pelos deputados

Foto: JUNIOR LIMA/Midia Ninja

A pesquisa espontânea, que não convoca grupos ou quantidades mínimas de pessoas, e está disponível para toda a população votar na página oficial da Câmara, foi aberta no dia 17 de maio. O resultado parcial verificado pelo GGN é referente até a manhã desta sexta-feira (14).

Nele, 87% discordam totalmente e 13% concordam totalmente. Números insignificativos discordam e concordam em uma parte ou estão indecisos.

Reprodução Câmara dos Deputados / Atualização manhã de 14/06/24

Colocada para votação urgente, o projeto altera o Código Penal, que atualmente não pune o aborto em casos de estupro e quando não há outro meio de salvar a vida da gestante, e não prevê restirção de tempo para o procedimento.

Na enquete da Câmara, a população pode votar por meio de cadastro de usuário na página da Câmara dos Deputados, ou por meio da conta gov.br, com o CPF.

Ao votar, os cidadãos podem também emitir manifestações, como Sonia W Maluf, que defendeu que o projeto dos deputados é “misógino” e “tenta criminalizar mulheres que recorrem à interrupção da gravidez como último recurso”.

“O aborto é uma questão de saúde pública e não religiosa. As mais penalizadas são as mulheres pobres, que não dispõem de recursos para pagar clínicas seguras. Muitas mulheres que recorrem ao aborto são menores de idade, vítimas de violência e estupro. O PL é uma violência contra as mulheres. É inacreditável que os deputados gastem recursos públicos para atacar os direitos das mulheres”, continuou a cidadã, que obteve mais de 138 mil apoios em sua manifestação.

Para Daniel Pinto, outro a votar, desta vez de forma favorável ao PL, o texto “impede assassinato de bebês/fetos por causa de um crime não cometido por eles”. Ele recebeu 9.700 apoios.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

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