FILÓSOFO JOSÉ ALCIMAR: VIVA A LUTA DA CLASSE TRABALHADORA, VIVA A LUTA DA CATEGORIA DOCENTE!

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VIVA A LUTA DA CLASSE TRABALHADORA, VIVA A LUTA DA CATEGORIA DOCENTE!

 

José Alcimar de Oliveira *

 

“Pobres trabalhadores. Enganados e além do mais pisados! O trabalho é uma maldição, Saturno. Abaixo o trabalho que temos que fazer para ganhar a vida! Esse trabalho não nos honra, como dizem, só serve para encher a pança dos porcos que nos exploram” (Luis Buñuel, Tristana)

• Primeiro de maio de 2024. Dia Especial de Luta da Classe Trabalhadora. Dia de afirmar a ontologia social, assentada na organização e no poder formativo da categoria trabalho, sem o que não haverá consciência de classe.

• O dominante discurso ideológico da burguesia parasitária louva e valoriza o produto do trabalho mas explora e nega a dignidade de quem trabalha; prefere falar em dia do trabalho, separado da classe trabalhadora, a única classe que, de fato, produz riqueza.

• Sob os grilhões da exploração burguesa só há lugar para o trabalho convertido em mercadoria, para o trabalho expropriado de sua potência humanizadora e educativa.

• Para a burguesia só interessa o trabalho alienado, seja em sua efetivação abstrata ou concreta;

• O trabalho, segundo Marx (o Mouro de Trier), “é uma condição da existência humana independentemente de qual seja a forma de sociedade; é uma necessidade natural eterna que medeia o metabolismo entre homem e natureza e, portanto, a própria vida humana”.

• Para a classe que vive do trabalho e para a única Filosofia (o materialismo histórico e dialético) que afirma o trabalho como categoria fundante do ser social, é somente pelo trabalho positivamente humano que mulheres e homens podem transformar-se a si mesmos e ao mundo.

• Fora dessa compreensão materialista (histórica e dialética) é impossível reconhecer e afirmar o poder ontológico do trabalho, tanto quanto seu princípio epistemológico e educativo. Sob a jaula do sistema do capital o trabalho será sempre uma maldição para o ser social, a produzir miséria e subtrair vida à classe trabalhadora.

• Esse tipo de trabalho, que desumaniza o ser social, não merece comemoração nenhuma.

• Por isso, o Dia da Classe Trabalhadora deve ser mais um dia de luta, para afirmar que a porta de saída da exploração passa pela organização e consciência de classe da única classe que trabalha.

•Professoras e professores, trabalhadoras e trabalhadores da educação, como categoria que vive numa sociedade de classes, somos e precisamos nos reconhecer como parte da classe trabalhadora. Não nos iludamos: é fraudulento e venal o respeito que a burguesia nos devota.

 

* José Alcimar de Oliveira é professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Amazonas, teólogo sem cátedra, filho do cruzamento dos rios Solimões (em Bela Vista, Manacapuru, AM) e Jaguaribe (em Jaguaruana, CE) e base da ADUA-Seção Sindical. Em Manaus, AM, primeiro de maio de 2024, no Dia de Luta da Classe Trabalhadora.

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