COM MORO NA MIRA, CNJ INCLUI CORREIÇÃO DA LAVA JATO NA PAUTA DE JULGAMENTO NESTA TERÇA (16)
Correição revela “indícios consistentes” da prática de delitos nos palcos da extinta Operação Lava Jato. Juíza e desembargadores já foram afastados nesta segunda-feira
CNJ condena juiz Edevaldo de Medeiros com 180 dias de disponibilidade. | Foto: Divulgação/CNJ
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, incluiu na pauta desta terça-feira (16) o julgamento da correição extraordinária realizada na 13ª Vara Federal de Curitiba e na 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), principais palcos da Operação Lava Jato em primeira e segunda instâncias.
A inspeção foi determinada em maio de 2023 pelo corregedor-geral de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão, após uma série de reclamações apresentadas contra juízes e desembargadores que atuaram na extinta força-tarefa. No último dia 1, o procedimento foi concluído.
Em setembro passado, o CNJ divulgou um relatório parcial da inspeção, que apontou para a “gestão caótica” de recursos bilionários, oriundos de multas aplicadas aos réus da Lava Jato em acordos de leniência e delação premiada fechados com o Ministério Público Federal (MPF).
Agora, atores envolvidos na investigação afirmam que a conclusão da correição aponta “indícios consistentes” da prática de delitos que precisam ser apurados.
Também está no centro das investigações a juíza Gabriela Hardt, que atuou como substituta de Moro e foi afastada do cargo em decorrência do processo, nesta segunda-feira (15).
Além de Hardt, Salomão afastou os desembargadores Thompson Flores e Lorari Flores, ambos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, e o atual juiz da 13ª Vara Federal, Danilo Pereira Junior, que também atuou na 8ª Turma do TRF-4.
