A QUESTÃO NÃO É SER MULHER, MAS MULHER-DEVIR: MATÉRIA DE VARIAÇÃO CONTÍNUA, HECCEIDADE, AUTOPOIÉTICA, CRIADORA DE SI MESMA COMO RESPEITO POR SI

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Teamwork of multi-ethnic and multicultural people working together. Concept of community of different people. Unity and solidarity between people of different cultures. Concept of activist and protest movement. Friendship, solidarity, tolerance and brotherhood among peoples. International and multicultural society and population. Cooperation between communities. Anti-racism protest. Volunteer concept. Collaboration and teamwork between colleagues. People who are active for peace, for a clean environment and for social justice

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

Pois é, Vó, Quitéria…

 

No grego, Homo significa o mesmo. No latim, Homo significa Homem. Nas condensações Político-Cultural-Semiótico-Linguístico torna-se o discurso-enunciação Mulher e Homem.  

 

Todavia, pela força mágica-metafísica-sobrenatural do patriarcalismo-hebreu (este que assassina crianças, mulheres, idosos, parte da sociedade civil da Palestina em forma de genocídio e que é aprovado por muitas mulheres e homens  que não são israelitas), a enunciação Mulher e Homem, como o mesmo, foi esmagada pela tirania paranoica do hominismo: O modelo- enunciação-dominadora patriarcal-hebraica-romana-paulínea-familialista da sociedade-burguesa. 

 

Trata-se da dogmática do agenciamento de enunciação-coletiva para tornar todos sujeitos-sujeitados desta cultura-paranoica-hominista que é muito bem representada pelo sistema capitalista-capitalístico. Ou seja: reverberadores, alimentadores, e protetores deste modelo de psicotização-coletiva através dos seus conceitos-valores.

 

Um modelo de dominação que se encontra por todos os lados dado o seu grau de sedução-hipnótica que engabela até ditos-intelectuais-engajados. Seu talento deslocante o torna onipotente, onisciente e onipresente, porque, como Édipo, como mostram, ironicamente,  os filósofos Deleuze e Guattari, encontra-por todos os lados. É o modelo do ressentido, má consciência, invejoso, odioso, niilista, vingativo e amante da pulsão de morte. Suave exemplo: o nazifascismo, eufemisticamente, chamado no Brasil de extrema-direita, bolsonarismo. 

 

A enunciação da filósofa Simone de Beauvoir, “não se nasce mulher, tornar-se mulher”, nos remete para essa preocupação:não se deixar hominizar. Toda mulher que se deixa hominizar-se perde seu Devir-Mulher, visto que a hominização é modelização do Id, Ego e Super-Ego, da Mulher através das forças sobrecodificadoras que anulam a Mulher-Devir, a Mulher Matéria de Variação Contínua, Hecceidade, Autopoiética, produtora de si mesma como respeito por si. Nenhuma nota que a mulher-hominizada é traspassada.

 

A mulher-hominizada, talvez, seja mais perigosa que o homem, porque o homem já se sabe que ele é uma aberração política-social-sexual muito bem modelizada pelo misticismo-castrador do patriarcalismo. O que até Freud, sabia. A mulher não. A sua mulheridade-femeada pode servir para iludir como se passando por Mulher-Devir. Quando não é. É apenas alguém alienada que não sabe que é escrava de um tirano-ontologicamente-impotente. Uma aberração-triste que jamais compõe afetos que aumentam a Potência de Agir Ontologicamente. 

 

Como diz, a Vó, Quitéria: A Mulher-Devir jamais será sintetizada em uma data. Por mais boas intenções que ela tenha. Porque, como é notório, além do Purgatório, de boas intenções o Céu encontra-se cheio. Tem de Margaret Hilda Thatcher, passando por Hiltler, Ilse Koch, a maldita de Buchenwald, nazista que arrancava peles dos presos para fazer vestidos, Pinochet, Mussolini, Katherine Knight, entre outros hoministas e mulheres hominizadas. 

 

 

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