“MANDELA ENSINOU QUE NOSSA LIBERDADE NUNCA SERÁ PLENA ATÉ QUE PALESTINOS SEJAM LIVRES”, DIZ PRESIDENTE DA ÁFRICA DO SUL
Cyril Ramaphosa destacou que a África do Sul é o único país do mundo genuinamente preocupado com o que ele chamou de “massacre” dos palestinos em Gaza
247 – O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, expressou seu firme compromisso com a busca da liberdade para o povo palestino, afirmando que a luta pela liberdade dos palestinos está intrinsecamente ligada à história de liberdade da própria África do Sul. Suas declarações foram feitas após a apresentação do caso da África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, nesta quinta-feira (11).
Em uma entrevista concedida horas após uma equipe de renomados juristas globalmente aclamados apresentar o caso sul-africano na CIJ, Ramaphosa destacou que a África do Sul é o único país do mundo genuinamente preocupado com o que ele chamou de “massacre” dos palestinos em Gaza.
Ramaphosa declarou: “Colocamos uma equipe jurídica formidável para representar a África do Sul em nosso caso contra Israel na Corte Internacional de Justiça. Fizemos isso porque estamos testemunhando o horror do assassinato de palestinos na Faixa de Gaza”.
O presidente concluiu, afirmando: “Nunca me senti tão orgulhoso quanto hoje, quando nossa equipe jurídica estava argumentando nosso caso em Haia”.
Ngcukaitobi apontou o padrão de ataques a casas de famílias e infraestruturas civis, a devastação de vastas áreas de Gaza e a declaração explícita de líderes políticos e militares israelenses sobre a intenção genocida. O advogado ressaltou que essa intenção é evidente na condução dos ataques militares, com 1% da população palestina em Gaza sendo sistematicamente dizimada e uma em cada quatro pessoas ficando ferida desde 7 de outubro.