ALUCINA E DELIRA QUEM TENTA COMPARAR GOVERNO LULA COM A ATROFIA-POLÍTICA PROPORCIONADA NOS 4 ANOS DE DISSIPAÇÃO-PÚBLICA DE BOLSONARO

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É simplíssima a compreensão. 

 

Só se pode realizar comparações entre dois objetos ou duas ideias quando ambas apresentam signos referenciais, por mínimos que sejam. O que significa, pequenas identidades. O contrário, quando não há qualquer referencial ou pequenas identidades, não existem possibilidades de comparações.

 

É esta a realidade que diferencia Lula de Bolsonaro. Lula é um estadista. Bolsonaro é uma atrofia-política. Não tem, em si, os predicados mínimos para perceber e conceber o real individual e muitos menos o coletivo. Em si, o mundo é totalmente abstrato. Não existem nele corpus-concretos que estimulem práxis e poieses políticas materializadoras do social-fundamental. Como também não existem nos que se identificam com ele.

 

Para lula, ser presidente é se materializar como Ser-No-Mundo como Projeto-Existencial atualizador e concretizador de Bens-Públicos. Para, Bolsonaro, ser presidente é perambular por um conglomerado arquitetônico designado-administrativamente como Palácio do Planalto ou Palácio do Alvorada e se envolver com elementos com as mesmas semelhanças existenciais que lhe fazem ser a perceptiva e concebida atrofia-politica. Não há Ser-Político em Bolsonaro. E, não havendo Ser-Político em Bolsonaro, não há presidente. E não havendo presidente, não existem signos-presidenciais para servirem de referências com Lula.

 

Logo, alucina e delira (São milhares) quem tenta fazer comparação do governo Lula com Bolsonaro estruturado por visível atrofia-política concebida e expressada livremente em seu compulsivo sorriso.

 

Como diz a psicanalista inglesa Melanie Klein, o sorriso de quem não atingiu o grau do riso: a descoberta do Outro fora de seu narcisismo-primário-oral. Ou, como afirma a filósofa, Simone de Beauvoir, não entendeu que somos totalidade destotalizada em função de Existirmos por determinação do Outro. Ou seja: Eu não Existo enquanto não sou Objeto-Cognitivo do Outro. O que faz com que minha Liberdade se concretize em Processo-Dialético em Compromisso-histórico com o Outro como meu diferente, mas como Projeto-Mundano de Todos. 

 

Como diz a Naínha dos Saberes-Populares: “Lula totaliza-se em Sociedade, Bolsonaro fragmenta-se em abstrações-dissipadoras. Não existem corpus-referencias entre os dois. Na verdade, não existem dois: mas, somente um: Lula”. 

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