ERIKA HILTON: REGULAMENTAÇÃO DE REDES SOCIAIS NÃO É FÁCIL PORQUE ÓDIO GERA LUCRO

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PROGRAMA BEM VIVER

Programa de hoje também destaca o avanço na luta pela consolidação do piso salarial dos profissionais de enfermagem

Da Redação

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Erika ingressou na política como deputada estadual, em um mandato coletivo da Bancada Ativista, e depois foi vereadora da capital paulista – Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A regulamentação das plataformas de redes sociais é um debate que vem se aprofundando nos últimos anos, sobretudo por conta das fake news disseminadas nas eleições, mas também durante a pandemia de covid-19. No entanto, nas últimas semanas, os ataques contra escolas, estimulados por perfis nas redes, levaram a um novo patamar a urgência de avançar nesse debate. O programa Bem Viver desta sexta-feira (21) destaca novamente essa discussão, com a entrevista da deputada federal Erika Hilton (Psol/SP).

A parlamentar avalia que a resistência de parte dessas plataformas em identificar e banir perfis que proliferam essas práticas está no fato de que elas ganham com a repercussão e mobilização desses discursos de ódio e mentiras. “A gente sabe o quanto o ódio e a violência geram dinheiro, geram like, geram compartilhamento. Mas nós precisamos, enquanto sociedade, enquanto humanidade, nos comprometermos a fazer com que, de fato, essas plataformas possam ser regulamentadas e possam agir dentro da legislação”, afirma Erika.

A deputada ressalta que o que tem sido visto nos últimos dias, referente aos ataques nas escolas, é algo que transborda qualquer limite democrático, humano, civil. E mais do que nunca, é preciso agir e enfrentar o poder dessas redes. “Fica cada vez mais claro que é através das redes sociais, das plataformas de comunicação como WhatsApp, Telegram, etc, que essas máfias se utilizam para fazer esse tipo de diálogo. Nós temos visto nos últimos dias um fenômeno muito assustador, que é o da mentira, da fake news, nomeando escolas, territórios, dizendo que serão atacados. Isso gera caos. Então eu acredito que esta é, sim, uma discussão difícil e não será fácil, porque se fosse, nós já teríamos avançado em instâncias como o Supremo Tribunal Federal”, afirmou. 

O programa desta sexta-feira também destaca o novo avanço da luta dos profissionais de enfermagem pelo estabelecimento do piso salarial nacional. A pressão da categoria nos últimos anos resultou na aprovação do projeto de lei que cria o piso salarial de enfermeiros, técnicos de enfermagem e parteiras.   

A proposta foi sancionada em agosto do ano passado pelo então presidente Jair Bolsonaro, mas não entrou em vigor. A pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços, o Supremo Tribunal Federal suspendeu a medida, alegando não haver a indicação de fonte de custeio dos salários. A resposta à ação veio nesta semana, com um Projeto de Lei do Congresso Nacional enviado aos parlamentares pelo presidente Luiz Inácio Lula da SIlva. O texto indica a abertura de crédito especial para o pagamento. 

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